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Meu Alfa é o pai dos filhotes de outras fêmeas. romance Capítulo 5

Alina

Enxuguei meu rosto sem saber o que me esperava. A camisola branca nupcial parecia uma mortalha. Olhei-me no espelho do quarto, minha face aterrorizada; inspirei fundo, tentando me acalmar. Minha loba enviou vibrações de força, lembrando-me de que não enfrentaria tudo sozinha.

A porta finalmente se abriu. Eric entrou. Seus olhos azul-acinzentados pareciam ter escurecido. Baixei a cabeça; não havia mais remédio, apenas enfrentar meu destino. Segurei a barra da camisola com força, sentindo os dedos doerem.

Seu dedo se colocou sob meu queixo, levantando meu rosto. Ele me deu um beijo nos lábios, que eu não correspondi, ficando parada. Ele me rodeou como um lobo observando sua presa, parou junto aos meus cabelos e começou a desfazer a grande trança negra devagar, suas mãos roçando minhas costas esporadicamente. Quando meu cabelo se soltou por completo, ele voltou à minha frente. Uma lágrima escorreu pelo meu rosto, e ele a deteve no caminho com o nó do seu dedo indicador.

— Não dificulte mais do que o necessário a nossa situação, Alina.

Ele acariciou meu rosto e colocou meus cabelos atrás da orelha com delicadeza. Fiquei parada, em silêncio absoluto, encarando-o. Eric passou a ponta dos dedos pelo contorno do meu rosto, desceu até meus braços com a leveza de uma pluma. Quando empurrou as finas alças da camisola pelos meus ombros, fazendo-a escorregar, baixei o olhar e cruzei os braços cobrindo os seios. Ele os segurou e os baixou gentilmente, balançando a cabeça em negativa.

Comecei a tremer, não de frio, mas de nervosismo. Ele aproximou-se, tocando minha nuca e descendo lentamente, explorando até o limite do aceitável. Repetiu o gesto algumas vezes, cada vez mais audacioso, até que a mão percorreu meu ventre e subiu lateralmente ao seio. Desceu novamente, pegando meu seio de baixo para cima, o polegar massageando o bico algumas vezes. Seus olhos fixos nos meus, atentos a cada suspiro, faziam-me sentir nua, além da roupa, como se ele quisesse desvendar minha alma — algo que jamais teria.

Sua mão deslizou até minha intimidade com leveza, fazendo círculos perfeitos. Mordi o lábio, resoluta a não lhe dar nenhuma satisfação. Ele introduziu um dedo, sentindo a umidade. Um sorriso satisfeito surgiu em seu rosto.

— Não?- seu tom de voz rouco me enviando uma sensação desconhecida. Um tremor correu pelo meu corpo.

— Sim... — sussurrei.

Ele se afastou e começou a despir-se. Engoli em seco. Eric tinha um membro enorme, ereto, a cabeça inchada e vermelha já vazava desejo.

capítulo 05 União consumada. 1

capítulo 05 União consumada. 2

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