Alina
— Acha que vou deixar minha única filha ficar esperando um companheiro destinado que pode nunca aparecer? — ele rosna, firme. — Já está tudo combinado: seu primeiro filho levará o sobrenome da minha família. O lobo em questão tem irmãos que podem carregar o nome da família adiante. Agora, assine, Alina.
— Não assina, Alina. Não me faça sentir mais essa culpa, por favor... não faça isso.- Minha mãe chora entre soluços.
Ele torce o braço dela com força, minha mãe se curva de dor em cima da escrivaninha, gritando desesperada de dor.
Ela era a peça mais cruel do jogo dele… a arma silenciosa que me dobrava, que me fazia ceder, mesmo quando tudo em mim gritava para resistir. Por causa dela, eu me via fazendo tudo o que ele queria.
— Para com isso, por favor! — grito aos prantos.
Ouço o estalo do osso quebrando. O grito dela é horripilante. Suor cobre sua pele.
— Para com isso! — berro novamente. — Eu assino!
Me levanto mancando, apertando minha barriga doendo muito e assino a porcaria.
Uma semana se passa. Minha mãe organiza todo o meu enxoval, tentando sorrir, fingindo que tudo está bem.
— Podemos fugir, nós duas, mãe... — sussurro, baixinho.
— Os guerreiros vigiam tanto a frente quanto os fundos, Alina. Nem chegaríamos ao portão ; ela responde.
— Não se preocupe, mãe. Eu vou ficar bem. Mando notícias. — Agora era minha vez de fingir.
Com as malas arrumadas, seguimos para minha união. Saímos da cidade e nos embrenhamos por uma estrada cada vez mais isolada, tão distante de qualquer sinal de vida urbana que parecia fora do mapa.
Ao chegar ao alto da colina, avistamos um grupo de machos reunidos ao redor de uma fogueira, comemorando. O cheiro de carne assada invade o ar.
— Qual critério usou para escolher esse macho? — ouso perguntar.
— Olhe lá para baixo. O que vê?
Olhei. Apenas machos à beira da fogueira.
— Machos?- Ergui uma sombrancelha.
Prendi a respiração, desapontada. Ele deveria me proteger e estava me jogando em um Alfa menor e pelo estado do lugar falido.
— O nascimento de machos aqui é espetacular — ele comenta.
Olhei para o lugar, que mais parecia uma colônia de pescadores. Eu havia sido criada entre a nata dos lobos, mas, claro, nenhum deles aceitaria o absurdo que meu pai estava propondo. Lobos na grande maioria tem um filhote, quem aceitaria passar o sobrenome da fêmea adiante?


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Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Meu Alfa é o pai dos filhotes de outras fêmeas.