O homem ficou furioso com as palavras de Bruna.
— O que uma mulher como você entende de negócios? Acha que um contrato pode ser cancelado assim, só porque você quer?
— Meus irmãos agora só querem me compensar por tudo. Você realmente acha que minha palavra não tem peso?
Bruna avaliou aquelas pessoas com o olhar e disse lentamente:
— Pelo jeito que se vestem, vejo que não representam nenhuma grande empresa. Os negócios da minha família não são para qualquer um abocanhar uma fatia. Gravei o rosto de cada um de vocês, e vou retribuir cada humilhação que fizeram meu namorado passar.
Bruna lançou-lhes um olhar gélido e se virou para Uriel.
Ele ainda dormia.
Bruna se inclinou, deu um tapinha no ombro de Uriel e sussurrou:
— Uriel? Uriel? Acorde.
Uriel abriu os olhos, grogue, e um sorriso brotou em seus lábios no instante em que viu Bruna.
— Bruna, você veio...
— Sim, vim te buscar. Consegue se levantar sozinho?
— Consigo!
Uriel se apoiou na mesa para se levantar.
O olhar de Bruna escureceu ao ver a mancha de vinho tinto na camisa dele.
Uriel cambaleou, e ela correu para ampará-lo.
— Apoie-se em mim. Vou te levar para casa agora.
— Certo.
Com o braço sobre os ombros de Bruna, Uriel baixou a cabeça e, ao ver o grupo no sofá, sorriu:
— Senhores diretores, estou de saída. Conto com a consideração de vocês sobre a nossa parceria.
A mão de Bruna em sua cintura se apertou.
Ela acompanhou o olhar de Uriel na direção deles.
Aquelas pessoas se encolheram simultaneamente.
Não por medo de Bruna, mas por medo da família Moraes por trás dela.
O olhar de Bruna pousou no homem que havia desmaiado.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Meu Amor, Meu Traidor