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Meu Amor, Meu Traidor romance Capítulo 744

Bruna aninhou-se suavemente nos braços protetores de Uriel.

Não importava como Paloma havia descoberto a verdade; a única coisa que importava era que as chances de sobrevivência do marido haviam acabado de aumentar drasticamente.

Jesse.

Nascido no País A.

Um neurocirurgião de renome internacional, célebre pela firmeza sobre-humana de suas mãos. Ele era, essencialmente, a maior lenda viva no campo de tumores cerebrais.

E o mais impressionante: esse mestre da medicina era escandalosamente jovem.

Nos seus tempos de cirurgiã, Bruna acompanhava assiduamente as façanhas do Dr. Jesse. Ela até criara treinos exaustivos para aprimorar a própria precisão inspirando-se nele.

Se o contato misterioso de Paloma fosse realmente ele, a probabilidade de extirparem aquele chip fatal sem sequelas se multiplicaria exponencialmente.

Uriel sabia da angústia silenciosa que a corroía, porém, não encontrava palavras mágicas para tranquilizá-la.

— Não está com sono, meu bem? Vamos entrar e descansar.

Submissa, ela assentiu e o acompanhou de volta ao aconchego do quarto.

O calor do aquecedor pareceu despertá-la. Só então tomou consciência do frio congelante que a fizera tremer sob as roupas.

Ao notar os arrepios dela, os vincos na testa do homem se aprofundaram.

— Onde já se viu ficar exposta ao vento gelado de outono? E se você pegar um resfriado?

O tom de reprovação disfarçava mal a sua preocupação.

Ela abriu um sorriso terno e aconchegou-se contra o peito dele, buscando calor.

— Eu tenho você, não é? Pode me esquentar. E se eu ficar doente, você cuidará de mim.

Fingindo irritação, Uriel ergueu a mão e deu um peteleco leve na testa da esposa.

Massageando o local, ela lançou-lhe um olhar indignado e teatral.

— Por que fez isso?

— Não fique atraindo doença para si mesma.

Saúde não era algo com que se devesse brincar, muito menos verbalizar com tanta leveza.

Bruna fez um bico amuado, desvencilhou-se de seus braços e caminhou até o berço. Fitando a bebê que ressonava tranquilamente, sussurrou uma reclamação chorosa:

— Filhinha, o papai está agredindo a mamãe... Cresça rápido para me proteger dele.

Escutando aquele dramalhão sussurrado, Uriel soltou uma lufada de ar, achando graça.

Aproximou-se a passos lentos e curvou-se para encarar a profundeza brilhante daqueles olhos castanhos.

— Você chama isso de agressão? E se eu fizesse algo... ainda mais extremo? Seria digno de chamar a polícia?

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