Uma hora depois, Matteo chegou ao Hotel Hilton.
Mesmo que ele fosse inteligente para sua idade, ainda era uma criança, então levou algum tempo para chegar ao seu destino.
Por sorte, rapidamente viu um carro no estacionamento do hotel que era o mesmo que aqueles homens de preto dirigiram quando levaram sua mãe para longe do hospital. Com o seu coração pulando batidas de excitação, foi até o saguão do hotel.
— Oi, moça bonita! Queria saber de quem é aquele carro lá fora?
A recepcionista, uma mulher jovem, abaixou a cabeça para ver o adorável menino de cinco anos de idade nas pontas dos pés se espiando por cima do balcão. Com uma cabeça cheia de cabelos escuros e olhos grandes e curiosos, ele parecia um jovem e bonito protagonista de uma animação da Disney.
‘Esse não é... Não é o Ian, o menino que mora na suíte do nosso hotel?’
Ela gaguejou:
— Sr. I-Ian? Por que... está aqui? Você não estava agora mesmo no restaurante?
‘Hã? Sr. Ian?’
Matteo sem demora percebeu que havia algo estranho.
Então, puxou um banquinho e o subiu, apoiou os cotovelos no balcão da recepção ao mesmo tempo que sorria largamente para a jovem cujas bochechas ficaram vermelhas.
— Isso mesmo! Só saí por um minuto. Ah, você sabe me dizer de quem é o carro lá fora, senhorita?
— Não é da sua família? A equipe do seu pai estava os dirigindo quando ele chegou em casa agora a pouco — respondeu confusa.
Matteo sorriu com suas bochechas rechonchudas se ressaltando.
— Certo! Obrigado, moça bonita. Já vou indo!
— Aonde você vai? Não, é muito perigoso para você ir sozinho. Vou te levar de volta ao restaurante, ou seu pai entrará em pânico se não conseguir o encontrar. —, a recepcionista saiu correndo de seu assento, preocupada que o menino pudesse se perder se saísse das instalações do hotel.
Mas Matteo não ia deixar isso acontecer.
Ela o reconheceu como “Sr. Ian”, e ele queria ver por si mesmo como era o verdadeiro Sr. Ian.
Durante a aula de ontem, seu professor tinha mostrado uma foto de uma criança que estava se transferindo para a sua escola. O garoto na foto parecia Matteo, mas seu nome era “Ian”.
Quando ele chegou em casa e hackeou o computador do diretor da pré-escola para procurar mais informações sobre o tal Ian, o endereço registrado era a suíte da cobertura do Hotel Hilton em que Matteo estava neste momento.
Ele correu mais rápido do que um gato assustado e deixou a recepcionista comendo poeira, indo para o restaurante do hotel no quarto andar.
Ian estava sentado como um cavalheiro perfeito no meio do restaurante chique, vestido com um terno pequeno, sob medida com um guardanapo enfiado na gola. Ele ignorou a comida à sua frente, sua expressão era de impaciência quando perguntou ao assistente de seu pai:
— Sr. Scott, quando podemos ir para casa?


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