— Sr. Jackson, ouvi dizer que estava procurando por mim?
O tom de Sasha estava frio como o gelo. O seu olhar calmo e indiferente se arrastou por aquele homem à sua frente como se ela nunca o tivesse visto antes.
Sebastian estreitou os olhos.
Os seus impulsos assassinos ficaram ainda mais fortes quando a médica, vestida com um avental e usando máscara, apareceu no seu campo de visão.
— Ah! Nancy, o Sr. Hayes é o paciente que veio te procurar na noite de ontem. Agora que você está aqui, pode dar uma olhada, e um diagnóstico?
— Sr. Jackson, como já lhe disse foi meu erro aceitá-lo como meu paciente ontem. Não tenho os meios ou conhecimento médico para ajudá-lo. Por favor, peça a outro médico para cuidar dele. Se não há mais nada, me despeço.
Sasha virou as costas, e saiu da sala.
O Médico Diretor e Luke ficaram ambos sem saber o que fazer.
Assim como eles ainda estavam procurando palavras para entender a situação, uma sombra passou por trás deles. Antes de se darem conta do que estava acontecendo, Sebastian se lançou sobre Sasha e a prendeu contra a porta.
‘Mas o que é isso?’
Lágrimas turvaram sua visão quando a dor do impacto subia pelas suas costas.
Os queixos de Henry e Luke caíram.
— Sasha Wand! Acha que isso é um jogo? Ótimo! Vou jogar com você!
O rosto de Sebastian se contorceu de raiva. Ele olhou para ela com os olhos vermelhos, como um predador selvagem caçando a sua presa. Em segundos, puxou a máscara do rosto de Sasha, a rasgando, e envolveu sua mão em volta do seu pescoço, a levantando do chão.
O rosto dela não era mais o mesmo que ele conheceu há cinco anos. Naquela época ainda era inocente e gentil. Ainda que suas características físicas não tivessem mudado tanto, ele não conseguia mais encontrar um único traço dessas qualidades em seu rosto.
Mesmo agora, enquanto Sebastian a sufocava, não conseguia ver nenhum medo ou pânico nos seus olhos cheio de lágrimas.
Tudo o que viu foi desdém e apatia.
— Continue... Eu te desafio a... me sufocar até a morte... já morri uma vez de qualquer maneira, não tenho medo de morrer uma segunda vez... Estou te dizendo, Sebastian... Ou você me mata de novo hoje... Ou um dia, vou... te matar eu mesma!
Ele viu vermelho.
As veias do braço de Sebastian saltaram quando ele a apertou com mais força.
TUM! Ela desabou no chão, ofegando por ar como um peixe fora d’água.

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