Lucca
Chego na mansão dos meus pais, a casa que cresci e tenho tantas recordações, estaciono meu carro na garagem, desço indo em direção a entrada que já estava aberta. Assim que adentro já vejo minha Mamma descendo as escadas, assim que me vê abre os braços sorrindo.
—Mio Figlio! — Chego perto dela e recebo aquele abraço que só as mães sabem dar.
—Oi Mamma, como a senhora está? Onde estão Elisa e o Papá?
—A sua Sorella já deve estar descendo para o jantar e teu pai deve estar na sala de estar, mas já deve estar vindo também. Está tudo bem filho? Como andam as coisas?
—Está tudo bem mãe, a empresa tem crescido e estamos para fechar um ótimo contrato.
—Que bom, mas perguntei de você amore! — Mamma olha para mim com cara de quem conhece o filho que tem, apesar de todas as semanas tem uma noite do jantar em família e ela sempre me vê.
—Estou bem Mamma, de verdade! — Falo dando-lhe um beijo na testa.
Logo meu pai e minha irmã apareceram. Elisa já vem correndo pulando em meus braços como fazia quando era criança, dou um beijo em sua cabeça enquanto a solto.
—Já estava com saudades irmão! Você tem quer ser mais presente na vida da sua Sorellina aqui! — Fala fazendo bico.
—Quem vê, pensa que não nos vemos todas as semanas — falo enquanto abraço meu pai.
Quando estamos indo até a sala de jantar, o Vincenzo faz sua entrada triunfal, ele ama chamar a atenção. O Vince tem esse jeito mas sabe ser sério e centrado, não é à toa que é um dos maiores advogados de Nova York. Ele usa do humor para aliviar o estresse, quando não é assim, é fodendo alguém.
—Cheguei família! Afinal, o melhor sempre chega por último certo? — Reviro os olhos, Elisa ri e meus pais apenas balançam a cabeça, essa é minha família.
Jantamos falando sobre nossas vidas, negócios, sobre a faculdade da minha irmã que está cursando administração mas quer fazer algo em contabilidade depois, segundo ela, quer ajudar na empresa também e eu acho ótimo. É bom ter a família honrando o legado dos nossos pais. Demos algumas gargalhadas com as coisas que o Vincenzo fala, até que ele fala algo que me deixa com uma cara mais impassível, digamos assim.
—Sabe Papá, a nova secretária do Lucca já foi contratada vai fazer duas semanas. A mulher é um espetáculo de tão linda — ele já fala olhando de rabo de olho para mim. Bastardo!
—Figlio, se controle, não vá dar em cima da garota pelo amor de Deus! — Disse minha mãe e nessa hora eu gargalho.
—Qual a graça Lucca? — Esse foi meu pai.
—Sua mãe Lucca! Ela foi a primeira e única mulher que teve meu coração. Até hoje me lembro da sensação de beija-la pela primeira vez — os olhos do meu pai chegam a brilhar — Ela fez tudo que eu acreditava saber e querer cair por terra. Construímos uma relação à base de muita conversa, confiança e amor. Sua mãe me apoiou quando ninguém botava fé em mim, nem meu próprio pai. Você sabe da história então não vou entrar nisso a fundo. Eu sei que você tem gostos peculiares no sexo, sei que gosta de ter controle, mas a gente não controla sentimentos Figlio e apesar de duas semanas serem pouco tempo, essa moça parece que sente exatamente o mesmo que você. Você disse que ela se abriu contigo, falou da vida dela coisas que só seus melhores amigos e uma tia sabiam. Ela confiou em ti Lucca. Para mim isso diz muita coisa. Faça como o Mike disse! Apesar de você ser um Dom, você não precisa, nem sente necessidade disso 24h por dia, então apresente seu mundo a ela, dê tempo pra que ela assimile, deixe claro que ela tem o controle, afinal pelo pouco que sei, existem regras no BDSM, explique-as pra que ela entenda que tudo sempre tem que ter o consentimento do Dom e da Sub. Você disse que a transa com ela foi intensa, que nunca pensou que pudesse ter algo assim fora do BDSM, talvez vocês tenham tido um encontro de almas filho, essa conexão é especial e isso é difícil de encontrar. Ceda um pouco, seja paciente e ela também cederá, no mais deixe as coisas fluírem e em breve espero conhecer essa moça — eu olho para o meu pai com certa admiração, sinto orgulho demais dele e sou grato por ter essa abertura de poder falar sobre qualquer coisa.
—Eu já havia meio que me decidido, mas eu precisava falar com o Senhor. Sabia que teria palavras sabias para me dizer. Obrigado Papá, de verdade. Estou até me sentindo mais leve! — Damos uma risada.
—Sempre que quiser mio Figlio! Estou ficando velho, mas sei muito da vida— rimos novamente e fomos voltando para a sala de estar.
Quando chegamos lá, Elisa jogava dominó com Vincenzo e mamãe sorria das birras que minha irmã fazia, mas não deixou de me olhar com aquela cara de "eu quero saber o que está acontecendo Lucca Bianchi". — Apenas me faço de bobo.
Já tarde da noite, me despedi da minha família, Vince ia sair e tenho certeza que iria a um clube de swing, já eu, entro no carro seguindo direto para a cobertura. Chegando no meu lugar, tomo um banho merecido, boto uma boxer, calça moletom cinza e me jogo na cama. Assim que viro perto do outro travesseiro, sinto o cheiro de morango tão característico dela. Fico por um tempo pensando em chamá-la para jantar na sexta-feira, dessa vez sem ser aqui no apartamento. Quero um lugar tranquilo, reservado e já tinha em mente o lugar perfeito. Espero que a Ragazza aceite. Com esses pensamentos e sentido o cheiro que vem do travesseiro eu adormeço.
Nada melhor que uma conversa entre pai e filho pra desejar um feliz dia dos pais a todos! Lembrem que existem diversas versões de Pais... Aquele que já se foi deixando saudade, aquele que é o melhor do mundo, aquele que te criou do coração, existe a Pães que sabemos que são muitas espalhadas pelo mundo e avós que são os pais de seus netos, então, Feliz dia dos Pais pra todos os tipos e amores!
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Lembrem de dar estrelas, comentar e se possível indicar meu livro pra algum amigo!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Meu CEO Dominador
Ué, cadê o resto do livro ?...
Ué, concluido assim, 4 capitulos?...
Mas capítulo por favor...