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Meu CEO Dominador romance Capítulo 22

Luíza

Depois de pensar, pensar e pensar mais um pouco enquanto ele esperava pacientemente por uma resposta eu resolvi arriscar. Claro que antes eu quero saber como isso vai funcionar, minha referência de BDSM é só 50 Tons de Cinza e um ou dois vídeos pornô que por acaso eu assisti.

—Lucca, é o seguinte... antes de tudo quero que você tenha paciência comigo e que saiba que tem coisas que eu só sei na teoria, então você vai ter que me dizer e ensinar se eu fizer algo errado — ele assente e me encoraja a continuar — Eu vou querer saber como o BDSM funciona, quero que me explique o que dentro desse mundo você mais gosta e pratica. Quero que seja sincero comigo como vem sendo, que realmente respeite meus limites e terá em troca tudo que eu possa lhe dar — acho até que vi os olhos dele brilharem mais que o normal.

—Bella, eu já falei mas vou repetir.... Tudo vai acontecer no seu tempo, vamos ver ao que você será mais receptiva ou não e eu te explicarei tudo que quiser saber — eu aceno para ele sorrindo um pouco sem graça.

—Você consegue ficar ainda mais linda quando fica assim, corada.

Ele se aproxima ainda mais de mim e ali naquele parapeito, com aquela vista incrível, sela nossos lábios num beijo cheio de carinho, que logo se transforma em um beijo necessitado, parece que não nos beijávamos a anos, mas só fazem alguns poucos dias. Quando o ar nos falta, Lucca diz :

—Você aceita ir lá para a cobertura? Lá nós vamos ter mais privacidade e você vai poder tirar todas as dúvidas que estão passando aí nessa sua cabeça. Se não quiser ficar para dormir, só dormir, aí depois eu te levo — adoro esse jeito cuidadoso dele de sempre pensar se eu ia querer aquilo ou não, isso pode me ferrar muito.

—Tudo bem Lucca, eu vou para o seu apartamento! — Ele sorri e me puxa para podermos ir embora.

De onde estávamos até a casa dele não demorou tanto já que o bairro que o Lucca mora é de classe altíssima e próximo a lugares como o Skaylark, no caminho mandei uma mensagem pra Emma que nem visualizou, deve ter saído. Ele guardou o carro na garagem, fomos para o elevador onde ele pôs a senha e subimos.

Chegando lá eu fico parada entre a sala de jantar enorme e a passagem para a outra sala, ele me pergunta se quero ficar ali naquela sala ou na área descoberta que tem na cobertura, falei que ali estava ótimo, ele pede um minuto, sai e volta com uma garrafa de vinho e duas taças, enche as duas e entrega uma a mim.

—Obrigado! — Ele assente.

—Então, o que você quer saber primeiro? — Tenho muitas dúvidas e perguntas, mas, a primeira eu já sabia desde que ele me contou que praticava o BDSM.

—Alguém sabe que você gosta dessas coisas? — Ele dá risada.

—Vamos lá! Você entendeu as siglas certo? Dentro desse ciclo existe um mundo de coisas e cada pessoa tende a se identificar mais com uns ou com outros. Cada pessoa tem sua personalidade, vontades e gostos. Por exemplo, tanto o Dom como a Sub podem não curtir sadomasoquismo, então eles podem explorar outras coisas, como Shibari que é uma técnica de Bondage que deixa a sub imobilizada , esta prática causa prazer tanto pela amarração quanto quando se puxa as cordas em lugares específicos e quando as mesmas são tiradas a sensação que elas causam permanece. Mistura dor e prazer na medida exata.

—E tipo, sempre há sexo ?

—Não necessariamente. Tem gente que gosta só de ir num clube e participar de uma sessão porque gosta, sente prazer, mesmo sem haver penetração, tem as demonstrações também. Mas no geral, é uma atividade erótica e geralmente rodeada por sexo.

—Oh, entendi! E você, hm... O que você gosta? Você tem um quarto daqueles do "50 Tons de Cinza"? Existe mesmo contratos? — Saio desembestada perguntando, mas ele disse que era pra eu perguntar ué.

—Calma Ragazza, respira! — Ele gargalha — Vamos pôr ordem de pergunta certo? — Confirmo — Eu sou um Dom, gosto de bater, prender, amarrar, gosto de brincar com os sentidos, gosto da sensação de estar no controle ali na hora da sessão e também curto um voyeurismo de vez em quando — quando ele fala chego a me arrepiar, mas é um arrepio bom, eu hein! — Sim eu tenho um quarto de jogos aqui e em outro lugar. O daqui eu nunca usei, posso te mostrar depois se quiser. E sobre o contrato, sim existe. O contrato serve como mais uma forma de segurança, porque ali estão estabelecidas as coisas que podem ou não ser feitas, além dos cuidados com bebidas alcoólicas, drogas e também a saúde física. É uma questão de cuidado também. Consegui esclarecer tudo?

—Por enquanto sim! Se depois eu lembrar de algo, eu vou falar — dou uma pausa — Lucca... — ele me olha atento — você pode me mostrar o quarto?

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