Lucca
Desde o dia que disse a Luíza que teríamos que vir ao Brasil eu senti que ela ficou um pouco tensa, o que acho compreensível, levando em conta que coisas ruins aconteceram quando ela morava aqui, mas apesar disso ela está parecendo tranquila, a final essa viagem será curta e já, já estaremos de volta. O nosso voo foi tranquilo. Depois de conversarmos um pouco e passarmos os compromissos que teremos nessa viagem, ela pôs os fones de ouvido começando a se envolver com o que quer que estivesse ouvindo, a Ragazza estava tão empolgada que nem se deu conta que estava dando um show de música ao vivo no jatinho — gostei bastante de vê-la assim, sem preocupações, apenas curtindo uma música qualquer — fiquei curioso para saber o que era tão bom ao ponto de fazê-la esquecer do mundo a sua volta, logo eu estava com um dos fones no ouvindo escutando uma melodia bem interessante que logo percebi ser música brasileira, mas foi quando ela me explicou como o que a tal música falava que me interessei de verdade,“... morena me encantei com o seu jeito de olhar, paralise no tempo só para lembrar, daquela cena em que eu tirava sua saia e você beijava minha boca...", isso é o que o cantor estava falando e me senti bastante representado pois me senti encantado pelo olhar dessa morena desde o primeiro instante. Após o momento musical ela acabou adormecendo na poltrona mesmo, achei que ela estava desconfortável então tomei a decisão de leva-la para dormir no quarto que tem no jatinho e ela estava tão cansada que só acordou porque a chamei quando estávamos para pousar. A semana foi bastante exaustiva, foram muitas coisas para serem organizadas para que essa viagem pudesse acontecer.
Nesse exato momento estamos entrando no hotel que ela reservou, que por sinal é muito bonito, localizado em frente para o mar, tendo a praia a passos de distância de nós — foi uma ótima escolha — Na recepção a atendente só falta me comer com os olhos — finjo não perceber, com o tempo me acostumei com esse tipo de situação.
— Reservas de quarto no nome de Lucca Bianchi, por favor! — Luíza toma a frente. A mulher confirma o nome no computador e nos entrega dois cartões. Na mesma hora olho para Luíza e depois para a moça.
—Senhorita, pode cancelar um quarto. Queremos apenas um! — Nessa hora eu falo olhando nos olhos da minha linda secretária. Ela não diz nada. A mulher também não rebate ao meu pedido fazendo o que eu disse e saímos em direção ao elevador.
—Porque pediu dois quartos? — Falo assim que entramos no elevador.
—Achei mais apropriado, viemos a trabalho Lucca! — Ela fala simples. Essa historinha está começando a me irritar de verdade.
—Não interessa Luíza! Para que dois quartos se íamos acabar um no quarto do outro? Ou você acha que o que falei na ida ao aeroporto dentro do carro é brincadeira? — Ela nem retruca. Sabe que estou certo.
Não sei como é possível, mas cada vez que temos relações parece sempre melhor. Estou viciado nessa mulher! — Tiro o preservativo dando um nó e deixando ali ao lado para jogar no lixo assim que me levantar, solto seus pulsos os beijando e deito ao seu lado puxando seu corpo para junto do meu sem esforço — ela parece ainda estar em transe, por conta da intensidade dos orgasmos que teve agora a pouco — Ficamos acalmando nossas respirações descompassadas, aconchegados um ao outro em quanto aliso sua cintura com a ponta dos meus dedos, observando que mesmo totalmente cansada, o seu corpo reage a mim.
Sei que precisamos pedir que mudem os lençóis e precisamos de um banho, mas está tão bom aqui, que quando percebo Luíza já apagou. Fico ouvindo o ressoar baixinho de sua respiração em quanto minha mente viaja em cada momento que já vivi ao lado dela nesse pouco tempo, parece loucura que eu tenha de repente mudado o jeito de me relacionar por uma mulher que entrou na minha vida a tão pouco tempo, que ainda tenho muito para conhecer — apesar de achar muito improvável que venha a descobrir algo que me faça ver ela com repulsa — Luíza confio em mim para contar sua história, seu passado tão cheio de perdas, passado esse que deixou marcas que não sei se vou conseguir apagar, mas que pretendo pelo menos deixa-las num lugar bem distante do seu momento atual. Sei que o que temos não é apenas sexo, mas também sei que não estou pronto para assumir algo que não faço ideia de como funcionaria, pelo menos não ainda.
Os pensamentos ficam rondando minha cabeça por bastante tempo em quanto a observo dormir. As janelas estão abertas, a brisa que sopra da praia faz seu corpo arrepiar de vez em quando fazendo com que ela se aconchegue ainda mais a mim e sentindo esse aconchego, meus olhos começam a pesar. O cansaço enfim vem cobrar seu lugar, me levando a dormir tão profundamente quando a Ragazza que está em meus braços.
Já chegamos estreitando bem o Brasil!

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Meu CEO Dominador
Ué, cadê o resto do livro ?...
Ué, concluido assim, 4 capitulos?...
Mas capítulo por favor...