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Meu Divórcio é uma Declaração de Guerra romance Capítulo 334

Era a Rosa Nobre?

A melhor amiga da Filipa?

Jorge sentiu como se tivesse agarrado uma tábua de salvação e apressou o passo atrás dela, querendo pedir o contato.

Porém, assim que dobrou a esquina, a figura havia sumido.

Ele estava confuso quando, de repente, sentiu um deslocamento de ar atrás de sua cabeça!

Rosa surgiu das sombras, desferindo um golpe preciso com a mão aberta.

— Quem é você? Me seguindo sorrateiramente, querendo tirar vantagem?!

Por sorte, Jorge teve reflexos rápidos; esquivou-se para o lado e, aproveitando o movimento, segurou o pulso dela, pressionando-a contra a parede.

— Não ataca! Sou eu!

Rosa focou a visão e hesitou por um instante.

— Como pode ser você?

O olhar dela caiu sobre os hematomas no rosto dele, e ela não conteve o riso debochado.

— Ixi, quem te deixou assim? Tentou assediar alguma garota e apanhou?

Jorge sibilou de dor, mas tentou manter a pose.

— Que absurdo! Com essa minha aparência e minha conta bancária, as mulheres é que se jogam em cima de mim!

Rosa se soltou do aperto dele.

— Se tem tantas se jogando, por que estava me seguindo? Tá pedindo pra apanhar?

Ela se virou para ir embora.

— Espera!

Jorge correu para bloqueá-la.

— Eu tenho um assunto sério com você.

— Que assunto sério?

— Você poderia... me passar o contato da Filipa?

Rosa ficou instantaneamente alerta, o olhar afiado.

— O que você quer? Perturbar a Filipa?

— De jeito nenhum!

Jorge abanou as mãos freneticamente.

Aquela era a mulher capaz de fazer Augusto e Enzo perderem o controle simultaneamente; ele não teria coragem de provocá-la.

Sob o olhar inquisidor de Rosa, ele teve que engolir o orgulho e contar a verdade.

O melhor amigo do Augusto apaixonado pela Filipa?

A informação era bombástica demais, e o desenvolvimento da história parecia novela mexicana!

Apesar do choque, no fundo de seu coração, ela não pôde deixar de fazer um minuto de silêncio pelo seu irmão.

Pelo visto, o rival que o irmão enfrentaria dessa vez não era pouca coisa.

— Para de viajar, cada dia que passa é mais prejuízo — Jorge a apressou.

— Faz essa caridade, me passa logo o número dela, vai?

Rosa revirou os olhos.

— Como eu posso passar o contato da Filipa para um estranho sem a permissão dela?

— Estranho?

Jorge apontou para si mesmo, fazendo uma cara de ofendido.

— Nós já tivemos até um "encontro" formal arranjado, como posso ser um estranho? Considere isso uma ajuda humanitária, uma emergência!

Rosa achou graça daquele argumento ridículo, sentindo vontade de rir e de bater nele ao mesmo tempo. Ela acenou com a mão, cortando-o.

— Ah, para com isso, sem intimidade. Olha, vou fazer o seguinte: pergunto para a Filipa o que ela acha. Se ela concordar, eu te dou a resposta.

Dito isso, sem dar chance para Jorge insistir, ela deu meia-volta e saiu com passos decididos.

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