É claro que Franciele ficou decepcionada.
Principalmente porque tinha gastado dinheiro à toa.
Se soubesse que não conseguiria “comprá-lo”, não teria feito a transferência antes.
Franciele sentia que tinha sido feita de idiota.
Mas não podia apontar o dedo para ele e perguntar por que ele não tinha deixado que ela o comprasse.
Só podia engolir a frustração.
— Claro que não.
Franciele virou o rosto, ressentida, sem querer olhar para ele naquele momento.
— Eu já estou bem. Você pode ir embora.
Depois de dizer isso, cobriu o próprio rosto com o cobertor.
Que situação humilhante.
Como conseguiria encará-lo no futuro?
Mas esperou um bom tempo, e ele não se moveu.
Hesitante, Franciele espiou de novo para fora do cobertor.
Para sua surpresa, Nelson continuava sentado no sofá ao lado da cama.
— Você... por que ainda não foi embora?
Franciele arregalou os olhos, sem entender.
Será que ele ainda pretendia deixá-la “comprá-lo”?
Mas os efeitos no corpo dela já tinham passado, ela não precisava mais daquilo.
Nelson a encarou e disse em voz baixa:
— Dorme. Eu vou ficar aqui.
Franciele olhou para ele, incrédula.
O que ele queria dizer com isso? Que não ia embora? Que pretendia continuar ali fazendo companhia a ela?
Aquilo... não era estranho demais?
Na noite anterior, ela gastou dinheiro e não conseguiu nada; agora, logo pela manhã, ainda precisava lidar com a presença dele ali.
Talvez ele não estivesse constrangido, mas ela estava morrendo de vergonha.
— Mas...
Assim que Franciele tentou expulsá-lo, Nelson a lembrou num sussurro:
— Fui eu que te salvei ontem à noite.
O rosto de Franciele se contraiu levemente.
Por um instante, ela não encontrou resposta.
Era verdade. Ele de fato a salvara.

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