Provavelmente o movimento brusco de antes havia forçado a ferida em seu braço.
Nelson continuava a mantê-la presa, imóvel, como se não se importasse nem um pouco.
Franciele alertou, aflita:
— Me solta. Vou chamar um médico para estancar esse sangramento...
Em vez de soltá-la, Nelson simplesmente tomou os lábios vermelhos dela num beijo.
Franciele arregalou os olhos, incrédula.
Jamais imaginou que ele a beijaria num momento daqueles.
Sua mente ficou completamente em branco.
Sentiu como se estivesse prestes a ser engolida pela presença e pelo cheiro dele.
Nelson, obviamente, não se contentaria com um beijo superficial.
Pediu passagem, pronto para aprofundar aquele contato íntimo...
No entanto, bem naquele instante...
A porta do quarto do hospital foi escancarada.
— Nelson, como você está...
Loreta soube do machucado do irmão e foi de propósito visitá-lo.
Quem diria que, assim que pisasse no quarto, flagraria Nelson abraçado a uma mulher na cama, aos beijos.
Ela paralisou de imediato, e seu grito de espanto morreu na garganta.
Mas a chegada dela já tinha alertado Franciele.
— Ah!
Ela recuperou os sentidos rapidamente e empurrou Nelson com força.
Desceu da cama em pânico, pronta para ir embora.
Quando passou correndo por Loreta, esta fez questão de encará-la com mais atenção.
Era ela?
A mesma mulher para quem Nelson a fizera aplicar aquele antídoto especial no meio da noite.
— Por que não avisou que vinha? — reclamou Nelson, com o rosto fechado e a voz grave.
Ele estava no auge do beijo com Franciele, sem jamais imaginar que a irmã invadiria o quarto justo naquela hora.
Loreta pediu desculpas:
— Foi mal, não queria interromper o seu momento romântico...
Ela até queria provocá-lo um pouco mais, mas seu olhar recaiu sobre o corpo dele e então percebeu que as ataduras já estavam encharcadas de vermelho vivo.
— Seus pontos abriram!

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