Do outro lado da linha, Givaldo pareceu engasgar.
— ...
Diante do silêncio prolongado, a impaciência tomou conta de Franciele.
— Por favor, assina isso logo para a gente marcar um horário no cartório.
Dito isso, já ia desligar.
Foi então que ouviu a voz indignada de Givaldo:
— Você quer se divorciar de mim só porque eu demonstrei um pouco mais de cuidado com a sua irmã?
Franciele soltou uma risada fria:
— Exatamente.
Como se o fim de um casamento pudesse ser resumido só àquilo.
Será que ele era tão cínico a ponto de não perceber os sentimentos tortos que nutria por Eliana?
Ela simplesmente estava cansada de continuar encenando aquele teatro com ele.
— Você...
Givaldo fechou a cara, pronto para discutir.
Mas Franciele já tinha encerrado a ligação.
Recusava-se a desperdiçar mais um segundo com um homem que nunca a amou de verdade.
No passado, foi enganada por ele.
Agora que via com clareza as intenções dele, qualquer explicação soava como pura perda de tempo.
Desligou o telefone completamente.
Só para garantir que ele não tornaria a incomodá-la.
...
De rosto fechado, Givaldo voltou ao quarto de Eliana no hospital.
O médico já havia autorizado a alta.
Na verdade, a lesão dela fora leve: apenas uma torção no tornozelo.
No dia anterior, ela só fingira estar pior para fazer drama diante dele.
Depois de um dia e uma noite internada, já não sentia quase nada.
Eliana saiu do banheiro depois de trocar a roupa do hospital.
Ao vê-la, Givaldo franziu a testa:
— Por que você não vestiu a roupa que eu comprei?
Ele sabia que ela odiava repetir roupa em dois dias seguidos.
Por isso tinha mandado comprar e entregar no hospital um vestido de grife.
Mas ela nem havia tocado no pacote.


VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo