Como ela podia ter se permitido deitar na cama de outro homem e quase dormir como se aquilo fosse normal?
Não.
Eles não podiam fazer aquilo.
Franciele começou a se debater, tentando escapar do abraço dele.
— Nelson, você pode voltar para o seu quarto?
Disparou, arregalando os olhos para ele.
Nelson ergueu uma sobrancelha.
— Todos os quartos desta casa são meus. Para onde exatamente você quer que eu vá?
Franciele mordeu os lábios.
Frustrada por ter esquecido que estava na casa dele.
— Então eu vou embora.
Fez menção de se levantar.
Mas Nelson a segurou pela cintura e a trouxe de volta para perto de si.
— Aonde você acha que vai a esta hora?
Com o rosto vermelho de vergonha, ela protestou:
— De qualquer forma, eu não posso dormir na mesma cama que você.
Nelson soltou uma risada baixa e debochada.
— Nós já dormimos juntos antes. Não acha meio tarde para bancar a difícil agora?
— Quem dormiu com você? — retrucou Franciele, irritada. — O que a gente fez... nem conta como dormir junto...
Nelson apertou sua cintura e abriu um sorriso malicioso.
— Bom, nós já fizemos coisas que nem deveríamos ter feito, não foi? Sendo assim, qual é o problema de dividir a cama?
Franciele ficou sem palavras.
— ...
De fato, entre os dois já não existia mais inocência.
Mesmo ainda sendo casada com Givaldo no papel,
ela já estava se envolvendo com Nelson.
Nelson a envolveu de novo, fazendo-a se deitar.
— Fica quietinha e dorme.
Franciele ainda achava aquilo completamente impróprio.
Tentava se desvencilhar, inquieta nos braços dele.
— Me solta.
— Não me abraça assim.
— Você disse que me daria três dias, e eu ainda não aceitei a sua proposta.
Ela argumentava com todas as forças.
O que significava dormirem juntos antes do prazo?

VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo