Franciele ouviu Franklin chamá-la de linda.
Sabia que tinha adivinhado certo: ele realmente não a havia reconhecido como a irmã de sua futura esposa.
Antes que ela pudesse responder, ouviu a voz fria de Nelson, que encarava Franklin:
— Você ainda não foi embora?
Franklin, no entanto, enrolava para sair.
— Faz tão pouco tempo que cheguei! Não posso nem conversar um pouco com a sua secretária bonita?
O rosto bonito de Nelson fechou-se em uma expressão sombria:
— Bater papo sobre o quê? Estamos em horário de expediente.
Franciele, percebendo o clima, tratou de se despedir:
— Sr. Sampaio, vou voltar ao trabalho.
Dito isso, virou-se para sair.
Mas os olhos de Franklin continuavam colados nela.
Nelson tomou um gole de café, visivelmente irritado.
Essa mulher não chamava atenção demais?
No segundo seguinte, suas sobrancelhas se juntaram em uma careta.
— Volte aqui!
Nelson repreendeu com voz severa.
Franciele não teve escolha a não ser voltar rapidamente à frente da mesa dele.
— Franciele, que tipo de café é esse que você preparou? — Nelson questionou, insatisfeito.
Ela se assustou com aquela explosão repentina de raiva.
Será que o Sr. Sampaio não tinha gostado do café dela?
Mas, mesmo que não gostasse, precisava ser tão agressivo?
Ela nem era a secretária oficial dele, não tinha como saber suas preferências de paladar.
Vendo-a sendo tratada daquela forma, o lado protetor de Franklin aflorou imediatamente.
Ele interveio para defendê-la:
— Nelson, é só uma xícara de café, cara. Precisa desse estresse todo? Se você não quer, eu bebo. Não dá para desperdiçar um café feito por uma mulher tão linda.
Dizendo isso, pegou a xícara na frente de Nelson e deu um gole, quase desmaiando com o excesso de açúcar.
— Gata, você não exagerou um pouco no açúcar? — Franklin comentou, com o canto da boca repuxando.
Se a secretária dele cometesse um erro desses, já teria sido mandada embora.



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