Agora, o pano fino e rasgado mal conseguia esconder suas curvas.
Aquela visão atiçava os instintos mais profundos de Nelson.
Ele sentiu um calor súbito subir pelo corpo.
Curiosamente, o iate inteiro estava cheio de mulheres provocantes tentando chamar a atenção dele, e ainda assim ele não tinha sentido absolutamente nada.
Mas bastava olhar para Franciele duas vezes para que o desejo o consumisse.
Ao perceber o silêncio dele e o olhar fixo em sua direção, Franciele hesitou.
Era o olhar de um predador encarando a presa.
Seu coração disparou.
Sentiu que podia ser devorada ali mesmo.
— O que... você quer, afinal?
— Venha comigo.
Nelson a puxou contra o peito e começou a andar a passos largos.
Mas, antes que dessem três passos, Franciele soltou um gemido de dor, incapaz de continuar.
— O que foi?
Nelson parou e a observou.
Viu que ela mordia o lábio, apoiava o peso numa perna só e estava pálida...
Seu olhar desceu até o pé dela, que estava sangrando.
Ele franziu a testa na mesma hora.
Imediatamente, inclinou-se, passou um braço por trás dos joelhos dela e a ergueu no colo.
O reflexo de Franciele foi tentar descer.
Nelson a encarou severamente:
— Hospital ou minha cabine no iate. Você escolhe.
Havia um kit de primeiros socorros lá dentro, e ele mesmo podia cuidar do ferimento.
Mas Franciele não queria passar nem mais um segundo naquele barco.
Especialmente sozinha com ele numa cabine. Vai saber o que poderia acontecer.
Ela não pensou duas vezes:
— Hospital.
...
O iate atracou.
A festa daquela noite acabou mais cedo.
A maioria dos convidados saiu insatisfeita com o encerramento repentino.
Nelson assumiu o volante e levou Franciele direto para o hospital mais próximo.
Por causa do horário, a emergência estava tranquila.



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