Franciele travou.
Uma expressão de puro choque passou pelo seu rosto.
O que ele queria dizer com aquilo?
Ele realmente queria passar a noite naquele quarto de hospital com ela?
Desde quando o chefão era tão dedicado assim com seus funcionários?
— Mas... isso... não seria apropriado, não é? — ela murmurou, tentando argumentar. — Eu sou... uma mulher casada...
Ao ouvir a palavra “casada”, o semblante de Nelson se fechou de vez.
Uma raiva sombria cresceu dentro dele.
O que ela queria provar ao ficar lembrando o tempo todo que tinha marido?
— Ligue para o seu marido. — ele exigiu, ríspido.
Franciele arregalou os olhos:
— O quê?
Com firmeza inegociável, Nelson declarou:
— Ligue para o seu marido. Assim que ele chegar, eu vou embora.
Franciele continuou encarando-o, perplexa.
Então ele só sairia quando tivesse certeza de que ela não ficaria sozinha?
Era inacreditável o quanto ele parecia se importar com ela.
Mas...
A última coisa que Franciele queria era ligar para Givaldo.
Desde que assinaram os papéis, os dois viviam vidas completamente separadas.
Qualquer febre ou problema de saúde, ela resolvia sozinha. Nunca envolvia o marido.
Além disso, Eliana estava vivendo uma crise no próprio casamento.
Givaldo passava o tempo todo tentando consolar a mulher que realmente amava. Por que perderia tempo se preocupando com a “esposa” de fachada?
Franciele sabia muito bem que Givaldo jamais largaria tudo para correr até um hospital por causa dela.
Notando a relutância dela, o olhar de Nelson ficou ainda mais intenso:
— Qual é o problema? Não quer que o seu marido venha? Vocês brigaram?
— Não. — Ela balançou a cabeça rapidamente, procurando uma desculpa. — É que já está muito tarde. Ele deve estar dormindo.


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