— Franciele, você está na cama do Nelson agora?
Assim que atendeu, a voz de Edson ecoou do outro lado da linha.
Todos os músculos de Franciele travaram.
Seu rosto queimou de vergonha.
Afinal, o homem de quem ele estava falando estava sentado bem ao lado da cama.
Se soubesse que Edson diria uma barbaridade dessas, teria desligado na mesma hora.
— Não! Do que você está falando?
Ela rebateu imediatamente.
Mas Edson soltou uma risada incrédula:
— Para com isso, maninha. Eu vi com os meus próprios olhos ele saindo daquele iate com você nos braços. Vai dizer que vocês não foram direto para um quarto de hotel?
A cabeça distorcida dele já tinha criado toda uma história.
Franciele lançou um olhar apavorado na direção de Nelson.
Para seu desespero, os olhos escuros do chefe já estavam fixos nela.
Diante daquela troca de olhares, ela desejou que o chão se abrisse e a engolisse.
Estava claro que ele tinha ouvido cada palavra do irmão.
Será que ele acharia que o plano dela desde o começo era levá-lo para a cama?
Tomada pela vergonha, ela virou o rosto para a parede.
E cochichou às pressas para o telefone:
— Não aconteceu nada disso. Você está delirando. Eu vou dormir...
Já estava tirando o celular do ouvido para encerrar a chamada.
Porém, a voz estridente de Edson voltou a vazar:
— Ei, não desliga! Agora que você finalmente conseguiu fisgar o chefão, não vai esquecer do seu irmão aqui, né? Fui eu que te coloquei naquele barco! Você tem que falar com ele sobre o favor que eu pedi...
Franciele desligou na mesma hora.
Ao se virar lentamente, encontrou o olhar implacável de Nelson.
Seu coração afundou.
Pronto.
Ele tinha escutado tudo.
Maldito seja Edson.
Só servia para estragar a vida dela.
Nelson a mediu de cima a baixo com um sorriso irônico:
— Me fisgar, é?
VERIFYCAPTCHA_LABEL
Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Meu Ex Era Frio, Eu Casei de Novo