Foi uma noite em claro.
O vazio físico e o baque emocional a impediram de fechar os olhos e descansar apropriadamente.
Felizmente, na manhã seguinte, ela conseguiu chegar ao trabalho no horário.
No entanto, assim que Franciele entrou na empresa segurando um bocejo, notou que a atmosfera daquele dia estava estranha.
— Hoje um novo CEO vai assumir. Dizem que chegou do nada... — contou sua amiga Paula Vieira, animada com a novidade.
Então era isso, a chegada do novo chefe.
Não era à toa que, ao entrar, ela notou todas as colegas retocando a maquiagem em seus pequenos espelhos.
— Franciele, por que você não vai se arrumar?
Vendo-a completamente indiferente à notícia, Paula puxou-a apressadamente para sentar:
— Sua maquiagem está muito básica. Deixa eu dar um jeito para você ficar maravilhosa.
Franciele desviou rapidamente, dando de ombros:
— E o que eu tenho a ver com a chegada do novo CEO? Tenho um monte de coisas para fazer!
Logo depois de se formar, Viviana a colocou para trabalhar naquela empresa.
A desculpa oficial era de que ela precisava ganhar experiência em outras companhias.
Na prática, aquilo era só uma forma de impedir que ela fosse para o Grupo Duarte e ocupasse um cargo de destaque.
O Grupo Duarte estava reservado para ser herdado por seu irmão Edson e sua irmã mais velha, Eliana.
Ela, a filha rejeitada de Mafalda, sequer tinha o direito de pisar lá.
Apesar de Franciele sempre ter sido a primeira da classe e muito mais dedicada e trabalhadora que os irmãos.
Ela não era Edson, o filho mais valorizado da família, nem Eliana, a filha querida de todos.
Portanto, assim que se formou, foi banida por Viviana para bem longe dos portões do Grupo Duarte.
E Mafalda nunca havia dito uma única palavra em sua defesa.
Eram dez da manhã.
O saguão no andar térreo já estava lotado de funcionários.
Todos estavam ali, em silêncio e cheios de expectativa, esticando o pescoço em direção à entrada e aguardando a chegada do presidente.
Com muito custo, Paula abriu caminho no meio da multidão, arrastando Franciele para a primeira fileira.
— Isso é lá na frente demais.
Franciele estava prestes a recuar um passo, mas o novo CEO chegou.
Alguns carros da equipe de segurança escoltavam um luxuoso Rolls-Royce, que parou diante da empresa.
A porta se abriu, revelando um homem em um terno sob medida impecável, usando óculos escuros.
O homem possuía uma postura gélida e uma aura intimidante, parecendo um verdadeiro rei.
Cercado pela equipe de segurança, ele entrou no prédio com passos firmes e uma presença impossível de ignorar.

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