Os olhos escuros e marcantes dele estavam fixos nela, sem piscar um segundo sequer.
Era um olhar extremamente intenso.
Como se ninguém mais ao redor existisse.
Ele só tinha olhos para ela.
A mente de Franciele deu um branco total.
Será que o grande chefe realmente viria até ela na frente de todo mundo?
Por mais que julgasse aquilo impossível, a mera visão daquele homem caminhando em sua direção fazia seu coração acelerar descompassadamente.
A multidão abriu espaço para Nelson de forma automática.
Ele se aproximava, passo a passo.
Os olhos enigmáticos pareciam dois vórtices misteriosos, ameaçando sugá-la completamente.
Franciele paralisou, sem saber como deveria reagir.
Ao seu lado, Paula transbordava de choque e alegria, apertando o braço da amiga sem parar:
— Menina, acho que o chefão te escolheu. O jeito que ele está te olhando não tem nada de normal...
As palavras da amiga só serviram para deixar Franciele ainda mais desnorteada sobre como cumprimentar Nelson.
Mas, ao mesmo tempo, ela se questionava.
Afinal, ela ainda era uma mulher casada. Se o presidente da empresa estivesse mesmo interessado nela, precisaria ser tão extravagante e direto?
Exatamente nesse instante, uma voz feminina soou logo atrás delas:
— Nelson!
Em seguida, uma silhueta envolta em verde-esmeralda passou correndo em direção a ele.
— Ei, aquela não é a Srta. Macedo?
— Ouvi dizer que ela voltou ao Brasil justamente para oficializar o noivado com o chefe.
— Então quer dizer que a Srta. Macedo é a noiva do chefe!
Um burburinho de fofocas se espalhou pelo salão.
Franciele viu Filomena se aproximar de Nelson, enlaçar seu braço de forma íntima e abrir um sorriso deslumbrante.
Naquele segundo, tudo fez sentido.
O chefe não estava indo até ela.
Ele caminhava ao encontro de Filomena, que estava logo atrás.
Foi tudo um mal-entendido.


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