Teria Filomena feito aquilo de propósito ou sido um grande acaso?
Mas elas nem sequer tinham desavenças. Por que ela tentaria arruiná-la daquela forma?
Enquanto refletia sobre o assunto, percebeu o olhar penetrante de Nelson novamente direcionado a ela.
Franciele cruzou o olhar com ele por um breve segundo.
E desviou o rosto rapidamente antes que Filomena pudesse notar.
— Vou ao toalete.
Franciele se virou, pronta para fugir dali.
Porém, foi repentinamente interrompida pela voz de Filomena:
— Sra. Duarte!
Franciele estancou os passos, sendo forçada a olhar para trás.
Viu Filomena, com os braços entrelaçados aos de Nelson, caminhando até ela:
— Sra. Duarte, é você mesma! O que faz por aqui?
— Boa noite, Srta. Macedo. Eu sou a assistente do Sr. Sampaio. — Franciele respondeu de forma polida e firme.
Filomena fingiu surpresa:
— Então quer dizer que você trabalha com o Nelson? Que coincidência maravilhosa!
Franciele sentia que o olhar ardente e profundo de Nelson continuava cravado nela.
Mas não queria dar motivos para as suposições de Filomena, e muito menos que os colegas da empresa achassem que ela cobiçava o patrão.
Evitando encará-lo, ela limitou-se a trocar mais algumas cortesias com a noiva e seguiu direto para o toalete.
Quando saiu de lá, um vulto bloqueou sua visão.
Tratava-se de seu antigo chefe, Mário.
— Quem diria que você tinha amizade com a noiva do Sr. Sampaio, a Srta. Macedo.
Franciele arqueou as sobrancelhas:
— E o que isso tem a ver com você?
Mário chamou um garçom, pegou duas taças de champanhe da bandeja e estendeu uma para Franciele.
— Quando você trabalhava no meu departamento, confesso que passei dos limites algumas vezes. Espero que não guarde ressentimentos, certo?
Franciele deu um sorriso gélido:
— O Sr. Andrade está exagerando.



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