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Meu Marido Não Era Apenas Negócio romance Capítulo 3

Mariana se contorceu, sentindo-se um pouco desconfortável. Meio adormecida, percebeu que a sensação vinha de uma parte íntima do seu corpo.

Ela abriu os olhos. Arthur estava se endireitando. As cortinas do quarto estavam fechadas, deixando apenas uma fresta de luz que incidia sobre o peito nu do homem.-

A luz prateada da lua derramava-se sobre ele, dividindo seu corpo entre luz e sombra. Metade estava oculta na escuridão, revelando apenas os contornos, enquanto a outra metade ganhava um tom azulado, como um reflexo da piscina no andar de baixo.

As clavículas afundavam com o movimento de seus braços. Abaixo do peitoral bem definido, os músculos ondulavam e as veias dos braços saltavam. E as mãos dele estavam por baixo da camisola dela.

Para garantir que a filha tivesse uma primeira noite de núpcias ardente, dona Cecília havia sumido com todos os pijamas de mangas compridas e calças, deixando apenas uma fileira de camisolas de seda e renda que Mariana nunca tinha visto.

Ela havia escolhido a mais conservadora, achando que ele não teria muito interesse antes de dormir.

— Acordou? — A voz do homem soou baixa.

Mariana apertou os lençóis com os dedos e murmurou um "hum" baixinho.

O som saiu parecido com o miado de sua gata, soando terrivelmente sugestivo no meio da noite.

— Acho que você não vai precisar daquela coisa na gaveta. — Arthur disse de repente, com um tom sombrio. Na escuridão, sua voz parecia carregar uma rouquidão ambígua, magnética e sedutora.

Mariana sentiu um comichão no peito provocado por ele, mas sua consciência ainda não havia retornado por completo.

— Hã?

— Já beijou na boca? — Arthur perguntou.

— O quê? — Ela duvidou se estava sonhando. Caso contrário, como poderia acordar sentindo-se em um filme adulto?

Arthur inclinou-se, apoiando as mãos de cada lado dela. Sob a pressão de sua força, Mariana finalmente despertou um pouco mais.

Seu novo marido parecia querer exercer os privilégios de marido.

As feições afiadas e bonitas do homem se aproximaram, e o coração de Mariana começou a acelerar. As mãos dele subiram por baixo da barra da camisola.

As pontas dos dedos, levemente calejadas, tocaram a pele macia dela, fazendo-a estremecer de leve.

— Tão sensível? — Ele ergueu uma sobrancelha, parecendo muito satisfeito com a reação.

Mariana engoliu em seco.

Quem diria que, horas antes, eles eram completos estranhos?

Sendo a suíte principal da casa, a bancada da pia era dividida em duas partes, bem delimitadas, mas que se integravam. Os produtos de higiene iguais e os detalhes românticos no espelho mostravam a relação do casal.

Mariana escovava os dentes devagar, espiando o homem ao seu lado. Ele estava sem camisa, seus movimentos não eram nada delicados e seus cabelos estavam um pouco bagunçados, mas ele exalava um charme rebelde.

Percebendo o olhar dela, Arthur virou-se. Mariana desviou os olhos imediatamente e continuou escovando os dentes em silêncio.

Arthur estava de bom humor. Dava muita vontade de dar uma mordida naquela esposa.

Mariana notou que, quando ele sorria, uma covinha rasa aparecia na bochecha direita.

A pele dela era clara, diferente da dele. Quando corava, seu rosto ficava rosado e delicado, como uma flor fresca.

Arthur terminou de escovar os dentes e largou a escova de qualquer jeito. Mariana, com os olhos atentos, notou e, ao soltar a sua, ajustou o ângulo do copo e da escova para que ficassem exatamente iguais aos dele.

Tudo simétrico. Agora estava perfeito.

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