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Mimada pelo Durão romance Capítulo 3

"Hmph, enquanto eu não concordar, esse casamento não acaba. Charles Grant, você vai ter que aguentar comigo por toda esta vida!"

Sophia Carter resmungou baixinho, um leve sorriso rompendo pelas trilhas de lágrimas em seu rosto.

Depois de afastar os pensamentos sobre Charles, sua mente voltou para o assunto de sua renascença.

Antes de renascer, sua última lembrança era da forte luz que vinha do pingente de jade. Depois, quando abriu os olhos, estava de volta aos anos 1980.

Será que tinha sido o pingente de jade que a trouxe de volta à vida?

Ela puxou o cordão vermelho ao redor do pescoço e tirou o pingente de baixo da jaqueta de algodão florida. Colocando-o na palma da mão, começou a examiná-lo atentamente.

O pingente tinha uma superfície lisa e translúcida, um verde quente e intenso que sugeria grande valor. Entalhado na forma de uma cabaça, sua superfície era escorregadia e impecável—

Mas, ao olhar mais de perto, algo parecia diferente. Agora havia uma pequena saliência onde antes era totalmente liso.

A saliência tinha a forma de uma gota, lembrando assustadoramente a lágrima que ela derramara no dia em que Charles morreu.

Os olhos de Sophia se arregalaram de surpresa. Ela estendeu o dedo e, instintivamente, tocou a pequena saliência. No mesmo instante, a luz branca ofuscante brilhou de novo—

"Não!"

Ela queria ficar ali, não voltar para o passado, para aquele mundo sem Charles!

Sophia Carter esperou aterrorizada enquanto a luz branca começava a desaparecer, com medo de viajar no tempo outra vez. Por sorte, o que ela temia não aconteceu.

Quando abriu os olhos novamente, o que viu não foi o mundo original, mas um espaço caótico que nunca tinha visto antes.

Ela estava em meio a colinas verdes e rios correntes, rodeada por flores de pessegueiro cor-de-rosa e riachos cristalinos que serpenteavam pela paisagem. Ao longe, avistou um pavilhão de madeira.

Era sereno, como uma cena de conto de fadas, um verdadeiro paraíso escondido.

Tudo parecia incrivelmente real, mas irradiava um brilho suave, como se insinuasse algum tipo de poder misterioso.

Sophia caminhou pelo local, seguindo o riacho. A cada passo, a paisagem mudava—flores de pessegueiro viravam pequenos frutos verdes, que depois amadureciam em pêssegos grandes e suculentos, pendendo pesados dos galhos.

Sem resistir, ela colheu um. Era um pêssego de verdade, macio mas firme em sua mão. Sophia o limpou na manga e deu uma mordida. O suco doce explodiu em sua boca. O sabor era tão delicioso que ela devorou o pêssego inteiro num instante.

Ela vagou pelo pomar, vivenciando as quatro estações, até chegar enfim diante do pavilhão de madeira.

Antes de entrar, Sophia lavou as mãos na água do riacho, molhou o rosto, tirando suor e poeira.

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