“O grupo de advogados da minha empresa poderia assumir o caso.” A voz de Cornelio soou de maneira gentil.
Felipe permaneceu em silêncio.
Cornelio teria realmente perdido o juízo só para se opor a ele por causa de uma garota tão jovem?
Alessandra virou-se para Cornelio, sorriu e levantou o polegar. “Você é de confiança, garoto!”
A mensagem havia sido clara.
Alessandra segurou a mão de Yara. “Vamos!”
Yara saiu do escritório junto com Alessandra, sem demonstrar qualquer apego.
A barra do vestido vermelho da bela mulher balançou no ar, assemelhando-se a uma flor desabrochando, vibrante e encantadora.
Ouviu-se atrás delas o som de objetos caindo ao chão.
Era difícil adivinhar quem havia perdido o controle.
Julia também ficou surpresa ao ouvir a palavra “divórcio”.
Ela pensava que sua irmã apenas queria dar alguns tapas no cunhado.
Não esperava por essa decisão.
O pai e a madrasta jamais concordariam.
A empresa da família dependia da família Costa para sobreviver.
De qualquer forma, ela certamente apoiaria a irmã.
Se nesses anos todos a irmã não tinha sido feliz, não era possível imaginar o quanto ela tinha sofrido.
Ela já havia feito o suficiente pela família Alves!
Para Julia, tanto fazia; normalmente, quase não tinha despesas, exceto por gastar algum dinheiro comprando bonecas.
No máximo, compraria menos no futuro.
Além disso, nesses anos, a irmã sempre lhe transferia mesada, temendo que a madrasta a tratasse mal.
De fato, a madrasta não lhe dava muita atenção, reservando tudo de bom para o filho mais novo.
O dinheiro que a irmã lhe dava, ela guardava todo, já era uma quantia considerável.
Ela correu até a irmã. “Mana, eu pago os honorários dos advogados para você!”
————
O grupo saiu da casa da família Costa já próximo da meia-noite.
Embora amanhã fosse sábado, o terceiro ano do ensino médio só tinha folga um dia por semana.

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