Vinte minutos depois, um Bentley parou na porta do restaurante.
A porta do carro se abriu. O homem que desceu vestia um terno escuro, exibindo a calma e a elegância de um homem maduro. Usava óculos de aro dourado e tinha traços firmes e marcantes. Segurando uma criança de cerca de três anos com uma mão, a aura profunda se misturava com a ternura, mostrando o grande charme de um homem de meia-idade.
— Ricardo! Léo! — Sirlene sorriu e acenou para eles.
O pequeno no colo ouviu a voz de Sirlene, virou-se imediatamente para ela e estendeu os braços de forma manhosa. — Abraço!
Ricardo caminhou até ela com a criança no colo, com uma voz suave: — Ele dormiu no carro agora há pouco, está um pouco carente.
Sirlene apertou a bochecha do menino e o pegou dos braços do homem. — Se você tem coisas para fazer, vá em frente. Deixe o Léo comigo, eu o coloco para dormir hoje à noite.
Ricardo assentiu, aliviado. — Então, obrigado pelo trabalho.
O menino inclinou a cabeça no ombro de Sirlene e disse ao homem como um pequeno adulto: — Papai, você tem que ganhar muito dinheiro para a gente gastar.
Ricardo riu e deu um tapinha carinhoso na cabeça do menino. — Entendido.
Sirlene olhou para o menino de lábios vermelhos e dentes brancos, com o coração cheio de alegria. — Diga tchau para o papai.
O menino acenou obedientemente e disse com uma voz suave: — Tchau, papai!
A poucos metros de distância, Natan estava sentado no carro e viu a cena. Seus olhos profundos se fixaram de repente, e seu rosto escureceu de forma quase imperceptível.
Era óbvio que a relação de Sirlene com aquele pai e filho não era comum.
Sophia Campos estava sentada ao lado dele, também chocada.
— Esse não seria o filho da Sirlene? Parece ter uns três anos? Será que ela teve aquele bebê?


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