Angélique Mayers
Nós nos casaríamos em dois meses, e agora meu marido estava em um hotel com outra mulher?!
— Nossa, eu te amo...
Ama? Ele a ama?
Brody falava aquilo para ela como se não tivesse me dito o mesmo a poucas horas, quando me ligou pela última vez dizendo que queria que eu estivesse aqui.
E agora? Agora ele estava na cama com outra mulher.
Vê-lo deitado naquela cama, com outra sentada sobre ele, me fez recuar. Brody olhou para a mulher com uma expressão que nunca tinha visto antes e gritou enquanto se movia cada vez mais depressa. Ele estava tão ansioso para comer aquela mulher que nem teve tempo de fechar a porta antes de se deitarem na cama.
— Brody... Fala para mim. Diga o que você pensa quando está deitado com ela...
Brody soltou um rosnado baixo, as mãos apertando com força os quadris dela para ditar o ritmo.
— Lexi... Agora não.
— Fala, Brody — Lexi insistiu. — Diz que eu sou muito melhor que ela.
Prendi a respiração, estática.
Também queria saber o que eu era nesse namoro, depois de dois anos.
O que eu fui para ele? O disfarce perfeito? Uma promoção na fama de um jogador que ninguém conhecia antes de mim?
Então eu o ouvi responder: — Você sabe que é, porra... Você é infinitamente melhor.
Ela riu, alto. A voz soando presunçosa entre os gemidos. — Ora, mas ela é uma grande estrela...
Brody acariciou o rosto dela de uma forma que nunca fazia comigo. — Não tanto quanto você, amor.
Amor. Ela estava conseguindo exatamente o que queria. Isso tudo era porque me odiava o suficiente para destruir tudo o que eu tinha, como havia prometido fazer desde que nos conhecemos? Foi naquele momento que me senti morrer, porque ele havia me traído, mas eu fui fiel por cada segundo em que ficamos juntos, e porque nunca olhei para outro por dois anos em que estivemos juntos.
Dois anos da minha vida jogados no lixo. Dois anos que me faziam sangrar no quarto de um hotel que eu invadi.
Dei dois passos para trás, como se tivesse sido atingida, porque, no fundo, eu realmente estava ferida de um jeito que ninguém podia curar. Foi o barulho do vaso caído no chão quando esbarrei em uma mesa no canto, o que fez o movimento dele paralisar.
— Você... ama ela? — Meu corpo dobrou para a frente quando o choro rasgado deixou minha garganta.
— Amor...



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