Depois de conversar com o mordomo, Isadora não se importou com a reação de Augusto e Helena e foi direto em direção à cozinha.
Depois de tanto trabalho, ela estava com fome e ia procurar algo para comer.
Ela fez um macarrão com ovo na cozinha e o levou lentamente para a sala de jantar para comer.
Enquanto comia, ela pegou o celular e enviou uma mensagem para alguém lhe trazer roupas.
Ela não ia vestir as roupas de Giovanna de jeito nenhum.
Enquanto ela comia seu macarrão tranquilamente, Augusto e Helena voltaram para o quarto e discutiram como mandá-la para o Solar dos Albuquerque.
— Augusto, acho melhor não demorar. Vamos enviá-la para o Solar dos Albuquerque amanhã mesmo. Olha para ela, acabou de chegar e já virou a casa de cabeça para baixo. Ela é muito rude.
— E se ela não quiser ir? Acho que ela é igual ao avô dela, muito selvagem, nada fácil de controlar como era quando criança.
— Não cabe a ela decidir. Amanhã você diz a ela que, se aceitar ir para a família Albuquerque, você entrega as cinzas e as coisas da mãe dela. Ela com certeza vai aceitar. Não foi para isso que ela voltou?
— Acho que isso vai funcionar. De qualquer forma, ela nem sabe onde estão as cinzas da mãe. Se ela não concordar, direi que vou destruí-las e ela com certeza vai aceitar.
Ele já havia transferido a urna de Clarice, que não estava mais no lugar onde tinha sido enterrada, justamente para evitar que o velho Artur lhe trouxesse problemas um dia, assim ele poderia usar as cinzas para ameaçá-lo.
Afinal de contas, o velho Artur era chefe de arruaceiros e não jogava limpo.
Agora parecia que Isadora era igualzinha ao avô, uma pequena arruaceira.
Seja como fosse, ele não podia deixá-la ficar naquela casa. Ele iria mandá-la para a família Albuquerque no dia seguinte.
...


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