— Sabrina, o que você está fazendo aqui? — Jonas se assustou ao vê-la.
Sabrina havia saído da empresa antes dele e, por sua pressa, Jonas imaginara que ela tinha algum problema pessoal, jamais esperando encontrá-la no Solar Cavalcanti.
Entre os presentes, com exceção de Henrique, Sabrina conhecia todos, de modo que não demonstrou timidez. Especialmente diante do pai de Jorge, ela desejava deixar uma boa impressão.
Desse modo, desceu as escadas com uma postura elegante, cumprimentando a todos graciosamente e, por último, direcionou um olhar solene para Henrique: — Olá, Sr. Henrique, sou aluna do seu filho, meu nome é Sabrina Saraiva e atualmente trabalho na empresa dele.
Henrique já ouvira o nome de Sabrina: através das palavras do filho, da esposa e da filha, e até mesmo por meio do neto, Júlio.
E, sem exceção, todos a cobriam de elogios.
Ao vê-la agora pessoalmente, com uma aparência bela e modos elegantes, sabendo que tinha um diploma de prestígio e era o braço direito de seu filho, tendo batalhado desde uma cidade pequena até aquele lugar por conta própria...
Uma pessoa como Henrique naturalmente se sentiria muito satisfeito com ela.
— Olá, ouço meus familiares falarem frequentemente de você. Você é muito competente e inspiradora.
Sabrina balançou a cabeça com humildade: — Jorge que é incrível. Ainda tenho muito a aprender com ele e continuarei me esforçando.
Tudo no mundo teme a comparação. Diante da figura de Sabrina e lembrando-se de Alice, o olhar de Henrique se tornou ainda mais amável.
Ao ver a bandeja nas mãos de Sabrina e os pratos vazios, Jorge finalmente se lembrou de Alice: — Sabrina, por que você veio?
Sendo questionada, a mão de Sabrina instintivamente apertou a borda da bandeja: — Eu...
— Fui eu quem ligou para a Sabrina vir. O Júlio gosta dela, então eu a chamei. — Camila assumiu com naturalidade.
Jorge franziu levemente a testa. Queria muito repreender a irmã pela ousadia, mas diante de Jonas e de seus pais, não teve coragem. Fazer aquilo deixaria Sabrina em uma saia justa. Acabou não dizendo nada.
Então, Alice havia saído furiosa porque encontrara Sabrina lá?
Após as palavras de Daniel, apenas o som da respiração suave de Sebastião ecoou no banco de trás.
No segundo seguinte, veio a fala: — Não estou confiante com a filial de Porto Real, acho melhor você ser transferido para tomar conta das coisas por lá.
Daniel ficou instantaneamente apavorado, implorando perdão: — Chefe, me desculpe, eu prometo nunca mais soltar a língua atoa...
— Em que estágio está o processo dos documentos? — Sebastião perguntou com voz rouca e grave.
Daniel hesitou por um momento, até que se deu conta de que o patrão perguntava sobre o divórcio de Alice e seu inútil ex-marido. Tratou de responder apressado: — Já está quase finalizado, a certidão deve sair amanhã ou depois; quando isso acontecer, a Srta. Alice finalmente não terá mais nenhuma ligação com aquele imprestável.
E você, patrão, poderá então persegui-la e cortejá-la às claras.
Claro que essas últimas palavras Daniel não se atreveu a dizer em voz alta. Se dissesse aquilo, seria muito capaz de o chefe mandá-lo de vez para aquele poço engolidor de pessoas que era Porto Real.

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