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Não Quero Mais Ser A Sra. Cavalcanti! romance Capítulo 124

— Ah! Ganhou! Alice, você ganhou! — Catarina foi a primeira a correr para dentro da cerca.

Alice desceu do cavalo e ergueu os olhos para Sebastião, que ainda estava montado.

— Sr. Sebastião, você perdeu.

Sebastião, vendo os traços de riso até mesmo nos cantos dos olhos da mulher, curvou levemente os lábios finos.

— Se perdi, perdi. Acha que não sei aceitar a derrota?

Dito isso, Sebastião desceu do cavalo e caminhou diretamente para fora do centro hípico.

— Patrão, não vai montar mais? — Daniel perguntou rapidamente.

A Srta. Alice ainda está aqui, por que não aproveita a chance para passar mais tempo com ela!

— Cansei. — Sebastião não olhou para trás, deixando apenas aquela palavra no ar.

Daniel olhou para Alice antes de correr apressado atrás de Sebastião.

Catarina ajustou os óculos no rosto enquanto olhava para as costas de Sebastião.

— Perde e vai embora. Como esse homem é mau perdedor.

Graças àquela volta, Alice ainda estava cheia de adrenalina. Seria melhor sem o Sebastião ali; ela poderia se divertir livremente.

— Catarina, quer aprender a andar a cavalo? Eu te ensino.

— Quero! — Catarina ficou encantada com a postura legal de Alice durante a corrida e agora estava interessada em aprender.

Nesse momento, um dos treinadores do centro hípico se aproximou.

— Olá, senhoritas. Sou o instrutor sênior daqui. O que acham de eu mesmo ensinar os fundamentos da montaria para a senhorita? Estão de acordo?

Alice pensou um pouco e assentiu.

— Tudo bem, o instrutor ensinará com muito mais detalhes do que eu.

E assim, Catarina começou a aprender os movimentos básicos com o treinador na pista menor, localizada na área externa do centro hípico.

Enquanto isso, Alice montou no seu cavalo de crina vermelha e cavalgou livremente por todo o centro.

Até sair do centro hípico, Alice não recebeu nenhuma ligação de Sebastião.

Alice assentiu.

— Exato. Durante o desenvolvimento desse projeto, acumulei muitos dados meteorológicos e de ambientes físicos. — Ela olhou para Catarina. — Com base na análise dos meus dados e em registros históricos, essa região do mar, em certas condições de vento e maré, é altamente propensa a formar fortes correntes perigosas. Por precaução, é melhor não seguirmos em frente. Se quiser continuar aproveitando, podemos ficar na parte rasa.

Ao escutar aquilo, Catarina perdeu totalmente a vontade de brincar. Ela só queria voltar correndo para o quarto e anotar tudo o que Alice acabara de lhe contar.

Assim, logo que o iate atracou, Catarina não perdeu tempo e começou a voltar.

Ainda não muito convencida, Alice ficou para trás para trocar algumas palavras com os funcionários da marina. Avisou-os de que, nos próximos dias, era melhor não levarem barcos para mar aberto.

Embora não fosse garantido que as correntes perigosas se formassem, se isso acontecesse, o prejuízo seria imenso.

Os marinheiros, embora não botassem muita fé nas palavras dela — afinal, confiavam mais na previsão oficial do tempo —, agradeceram cordialmente.

Alice havia feito o que estava ao seu alcance; para além disso, não havia nada que pudesse fazer.

Enquanto se preparava para ir embora, ela deu de cara com Jorge, Sabrina e sua turma.

— Alice? — Ao vê-la ali, Jorge imediatamente puxou Sabrina para trás de si de forma instintiva e a fitou com um olhar desconfiado. — O que você está fazendo aqui?

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