Dona Ester sempre achou que, depois que Jorge Cavalcanti se casasse com Sabrina Saraiva, sua vida naquela casa só melhoraria.
Afinal, ela gostava muito da garota Sabrina; as duas sempre se deram tão bem e tinham uma ótima relação.
Mas não esperava que, longe de melhorar, até os seus salários chegassem a atrasar quase dois meses, obrigando-a a engolir o orgulho e ir cobrá-los.
Neste momento, Dona Ester olhava para Júlio na cama, com a irritação chegando ao limite.
— Meu pequeno senhor, fique aqui refletindo sobre o que fez e não ouse incomodar a Sra. Cavalcanti e o pequeno Samuel de novo!
Após dizer isso, Dona Ester não olhou mais para Júlio e saiu batendo a porta.
Júlio assustou-se com o baque forte da porta, encolhendo-se com força enquanto estava sentado na cama.
Com os olhos vermelhos fixos na porta fechada, ele soluçava sem parar enquanto chorava.
Por que a Tia Ester estava tão assustadora?
Ela sempre foi tão boazinha com ele antes...
Jorge Cavalcanti chegou antes do jantar.
— Papai... — Ao ver o pai chegar, Júlio, sentindo-se injustiçado, correu chorando em sua direção.
— Por que está chorando? — Vendo os olhos vermelhos e inchados de Júlio, Jorge franziu levemente a testa e pegou o menino no colo.
— Papai...
— A culpa é toda minha! — Nesse momento, Sabrina se aproximou, segurando a mão de Samuel.
— Cunhado... — Ao ver Jorge, Samuel chamou timidamente.
Depois, abaixou a cabeça e ficou obedientemente ao lado de Sabrina, sem dizer mais nada.
Jorge lançou um olhar a Samuel e logo desviou os olhos para Sabrina, que também estava com os olhos avermelhados.

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