O material com o qual o troféu foi feito não valia muito dinheiro, mas o valor que aquele objeto representava era incalculável.
Ele sabia perfeitamente o que o prêmio significava para o Dr. Cunha.
Ao olhar para o troféu quebrado, e depois para o próprio Dr. Cunha que parecia estar prestes a desmoronar, o coração de Jorge afundou. E sua expressão escureceu junto.
Ele primeiro olhou para Sabrina:
— O que exatamente aconteceu aqui? Quem quebrou o troféu?
Quando haviam chegado, ele tinha visto com seus próprios olhos que o troféu estava guardado na vitrine de forma segura, e a porta de vidro estava fechada.
Mas, naquele momento, a porta de vidro estava aberta, indicando claramente que alguém tinha deliberadamente pegado o troféu, resultando em sua destruição.
Sabrina era uma adulta sensata e, certamente, não faria algo assim. Então, quem poderia ter feito aquilo só poderiam ser as duas crianças.
— Eu... — Sabrina encontrou o olhar questionador de Jorge e balbuciou, parecendo constrangida.
Enquanto isso, Samuel secava as lágrimas, começando a chorar baixinho.
Seus olhos desviavam, não ousando encontrar o olhar furioso de Jorge.
Júlio Cavalcanti, em pé perto da vitrine, como se nada tivesse acontecido, olhava com uma expressão relaxada para Samuel chorando.
Agora ele sabia chorar de medo, mas por que não teve medo quando insistiu em tirar o troféu do lugar?
Ele estava indo ao banheiro sozinho no começo, mas aquele ladrãozinho do Samuel fez questão de ir atrás.
Ele tinha ido fazer cocô no banheiro e ignorou o garoto.
Quando saiu do banheiro, já encontrou Samuel com a porta da vitrine de troféus aberta.
Eles estavam na casa de outra pessoa como convidados junto com o pai. Sua mãe lhe dissera uma vez que, quando você era convidado, nunca deveria mexer nas coisas alheias. Fazer aquilo era um comportamento muito indelicado.

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