Ao ouvir as palavras de Jorge Cavalcanti, Alice Almeida ficou perplexa.
Foi só naquele dia que ela descobriu que Camila Cavalcanti também tinha Sangue O Negativo.
Antes, ela acreditava que, em toda a família Cavalcanti, apenas ela e Júlio Cavalcanti possuíam aquele tipo sanguíneo raro. Jamais imaginou que Camila também tivesse!
Assim que o médico soube que a tia do garoto compartilhava daquele sangue raro, instruiu rapidamente a enfermeira:
— Embora seja melhor evitar a doação de parentes, a tia é uma opção muito melhor do que a mãe! Vá depressa colher o sangue! O estado da criança não permite mais demoras!
Ao escutar que não podiam perder mais tempo, o corpo de Yara Inácio balançou, e ela quase caiu.
— Júlio... Meu Júlio...
A enfermeira se aproximou apressada. Vendo que Camila resistia à doação, agarrou logo o braço dela.
— O que há de errado com você, sendo a tia do garoto? Há pouco estava fazendo um escândalo porque alguém mexeu com ele, e agora que precisa doar sangue começa a dar desculpas!
Camila se debateu, tentando se soltar do aperto da enfermeira.
— Você não entende nada! Eu não posso doar sangue para o Júlio! Eu não posso!
— O que a impede de doar?! Se eu tivesse esse tipo sanguíneo, já teria doado agora mesmo! — repreendeu a enfermeira, severa. — Doar sangue não mata ninguém. Ande logo, se demorar mais, a criança não vai resistir!
Dizendo isso, a enfermeira puxou Camila à força.
Camila entrou em pânico. Com o rosto banhado em suor, olhou para Yara.
— Mãe! Mãe! Eu não posso doar sangue para o Júlio! Mãe!
Yara Inácio, ainda submersa no desespero pela iminente perda do neto, reagiu ao ouvir os gritos da filha.
Correu e bloqueou o caminho da enfermeira. Com feições atordoadas, declarou:

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