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Não Quero Mais Ser A Sra. Cavalcanti! romance Capítulo 379

Todos prenderam a respiração, aguardando a reação de Alice Almeida.

Alice simplesmente permaneceu de pé no mesmo lugar, acompanhando com o olhar a saída do profissional médico.

Em seguida, postou-se em frente às portas da sala de cirurgia, observando a luz de operação ainda acesa no teto.

Ao notar que Alice não havia tido um ataque de nervos, um brilho de desapontamento passou pelos olhos de Sabrina Saraiva.

Entretanto, o que ninguém sabia era que aquela era apenas a calmaria antes da verdadeira tempestade.

E assim a calmaria durou, até que a cirurgia de Júlio terminasse e o menino fosse levado para o quarto de internação.

Graças à agilidade da equipe no resgate e na transfusão, a intervenção foi um sucesso e ele não precisou sequer ir para a UTI.

Na cama, ele permanecia inconsciente. Seu pequeno rosto estava sem cor. Como havia sofrido fraturas pelo corpo, foi inteiramente imobilizado na maca, impedido de qualquer toque brusco.

— Júlio! Meu Júlio! — Camila Cavalcanti correu para dentro do quarto primeiro, indo diretamente para a cama. Felizmente, os enfermeiros a avisaram a tempo para não se atirar sobre o leito. Restou a Camila ficar ao lado dele, chorando sem parar.

Alice a seguiu por último, mantendo uma distância, fixando seu olhar no pequeno Júlio adormecido.

Aquele garoto fora quem, todos os dias, seguia seus passos, chamando-a docemente de mãe.

Também fora quem, com extrema impaciência, a empurrara, gritando que odiava a mãe e que não a queria.

E era quem, após sofrer uma injustiça, pensava nela em primeiro lugar.

Porém, a realidade esfregava em sua cara que Júlio Cavalcanti não era seu filho...

Então... onde estava a criança dela?

A equipe médica, após passar as instruções detalhadas, retirou-se rapidamente do quarto. Pareciam ter captado a atmosfera opressiva que ali pairava.

Até aquele instante, o coração de Yara Inácio batia acelerado, incerta sobre qual seria a reação de Alice após a doação de sangue.

Contudo, ela apenas observava que Alice continuava muito quieta. Exceto pela ausência de expressão no rosto, agia como sempre.

No exato momento em que Yara supôs que Alice não cometeria nenhuma loucura, viu-a fechar a porta do quarto com um semblante inescrutável.

De imediato, um péssimo pressentimento formou-se no peito de Yara.

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