O homem já estava apavorado àquela altura. Além de chorar e implorar por misericórdia, não conseguia dizer mais nada:
— Desculpe... Desculpe... Eu realmente não me lembro... Eu não tinha escolha na época... Se eu não pagasse a dívida, seria espancado até a morte pelos cobradores... Eu não tinha escolha...
A Alice Almeida tinha trabalhado o dia todo, viajado a noite toda, não tinha comido quase nada e ainda tinha perdido muito sangue. Seu corpo já estava completamente esgotado. Ela se mantinha de pé apenas pela força de vontade.
Os sucessivos choques emocionais adicionaram um peso ainda maior ao seu corpo exausto.
Naquele momento, seu corpo e sua mente haviam chegado ao limite do colapso.
— Fale... Fale... Eu te imploro... Me diga... Onde está a minha filha... Por favor... — Alice chorava incontrolavelmente, seu corpo cambaleou e, por fim, ela caiu de bruços no chão.
— Alice!
Jorge Cavalcanti avançou num salto e tomou a caída Alice em seus braços.
As lágrimas no rosto dela, o corpo trêmulo e o olhar cheio de sofrimento doeram no peito dele como uma ferida aberta.
— A Srta. Almeida está bem? — O Inspetor Rocha se aproximou, olhando para Alice com compaixão.
Ela ainda era muito jovem. Desde que chegou ao hospital e descobriu sobre a troca dos bebês até agora, os golpes sucessivos eram de partir o coração até para ele, um mero espectador. Quanto mais para ela, a própria vítima!
Jorge olhou para Alice, tentando erguê-la:
— Vou te levar ao hospital.
Assim que suas palavras soaram, uma sombra alta se aproximou rapidamente.
— Não precisa se incomodar, Diretor Cavalcanti. — A voz de Sebastião Santos ecoou friamente acima de Jorge.
O portão da casa da família Correia estava aberto. Quando Sebastião entrou no pátio com seus homens, ouviu o choro dilacerante de Alice vindo de dentro.
Naquele momento, um aperto muito forte tomou conta do seu coração.
Agora, ao ver Alice pálida e completamente destroçada nos braços de Jorge, seu olhar escureceu.
Ele sentiu uma leve vontade de matar alguém.
— Sr. Santos? — Jorge ficou atônito, sem esperar ver Sebastião ali.
Sebastião avançou diretamente, ignorando o choque nos olhos de Jorge, e inclinou-se para pegar Alice nos braços.
— Sebastião! — A mulher que estava em seus braços há um segundo foi subitamente levada por ele.
Jorge se levantou, encarando Sebastião com um olhar sombrio.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Não Quero Mais Ser A Sra. Cavalcanti!