Já era tarde, mas do lado de fora do portão da Prima Célia, muitos vizinhos haviam se aglomerado.
Não era de se culpar a curiosidade dos vizinhos. Uma família que normalmente não recebia visitas de repente atraiu tantas pessoas e causou tamanho alvoroço; era inevitável chamar a atenção.
Além disso, todos ouviram vagamente o choro aterrorizado do filho da família e as palavras "polícia"!
Se a polícia estava ali, com certeza algo grave havia acontecido.
Enquanto isso, o Inspetor Rocha olhava para a cena caótica com uma dor de cabeça iminente.
Ele nunca imaginou que um simples caso de fuga de uma criança acabaria desencadeando tantas coisas.
Primeiro, Camila Cavalcanti drogou pessoas e trocou os bebês, envolvendo sequestro de menores, abandono malicioso e até tentativa de homicídio, além de Yara Inácio como cúmplice por acobertamento.
Eles vieram até ali para procurar a filha biológica da Srta. Almeida, e agora descobriam que aquela família estava envolvida com tráfico de pessoas.
O Inspetor Rocha olhou para os membros da família Cavalcanti com um olhar complexo. Será que alguém achou que eu estava sem trabalho esse ano e resolveu me encher de complicações?
O Inspetor Rocha olhou para Alice, que já estava inconsciente e torturada além do limite.
Ele não queria esse tipo de trabalho de jeito nenhum...
Se pudesse escolher, ele realmente desejava que não houvesse crimes no mundo!
— Fiquem de olho em todos e esperem a viatura da Delegacia de Polícia da Serra chegar — disse o Inspetor Rocha aos dois subordinados que o acompanhavam.
Em seguida, ele olhou para Sebastião, que havia entrado de repente, franzindo a testa com um olhar analítico:
— Você é...
Sem precisar que Sebastião falasse, Daniel Duarte deu um passo à frente e, com atitude educada, entregou o cartão de visitas de Sebastião com as duas mãos:
— Meu patrão é amigo da Srta. Almeida.
O Inspetor Rocha pegou o cartão, deu uma olhada e seus olhos se estreitaram:
— Sebastião Santos? O Diretor Santos do Grupo Magna?
Sebastião acenou levemente para o Inspetor Rocha:
— Inspetor, minha irmã precisa de atendimento médico agora. Posso levá-la primeiro?
Daniel olhou para o seu chefe. Se estivessem em Porto Real, ele simplesmente levaria quem quisesse e iria embora sem dar explicações a ninguém.
Mas ali, ele ainda precisava respeitar a polícia e pedir permissão.
O Inspetor Rocha pareceu confuso. O assistente que lhe entregara o cartão acabara de apresentar Sebastião como amigo da Srta. Almeida.
E agora, Sebastião dizia com as próprias palavras que a Srta. Almeida era sua irmã...

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Não Quero Mais Ser A Sra. Cavalcanti!