Porto Real, Mansão Duarte.
A mansão da família Santos era uma propriedade antiga, com segurança reforçada, ampla, imponente e cheia de tradições internas. Já a Mansão Duarte era completamente diferente.
A Mansão Duarte exibia ostentação em cada canto, levando o luxo ao máximo.
Sebastião Santos estava parado à beira do lago artificial da mansão, passando o dedo repetidamente na tela do celular. Ele digitava uma mensagem e apagava tudo, várias vezes seguidas.
Daniel Duarte observava tudo de trás, morrendo de vontade de apertar o botão de enviar no lugar do Chefe.
— Chefe, hoje é domingo, a Srta. Almeida não deve estar trabalhando. — Daniel Duarte disse com cautela.
Ele pensava consigo mesmo: agora ele poderia falar com Alice, e talvez ela desse atenção a ele.
Com seus pensamentos expostos, a mão de Sebastião Santos parou sobre a tela, e ele virou-se para encarar Daniel Duarte.
Daniel Duarte deu uma risada seca.
— Bem, Chefe, o que eu quero dizer é que talvez a Srta. Almeida também esteja esperando sua ligação, pensando em você e se preocupando. Ela só deve estar com vergonha de entrar em contato primeiro.
Sebastião Santos ergueu levemente a sobrancelha e olhou fixamente para a tela por alguns segundos. Em seguida, fez a ligação.
No entanto, o telefone tocou apenas duas vezes antes de ser impiedosamente desligado pela outra parte.
Sebastião Santos ficou em silêncio.
Ele encarou a tela do celular com a chamada rejeitada e deu uma risada fria.
Ele era mesmo um idiota. Tinha levado as palavras de Daniel Duarte a sério.
Daniel Duarte, vendo o rosto sombrio de seu Chefe após a rejeição da chamada, apressou-se em consertar a situação:
— Talvez... talvez a Srta. Almeida esteja ocupada cuidando da criança? Você sabe, crianças dão muito trabalho, talvez ela retorne a ligação para o senhor daqui a pouco.
— E eu ligo se ela vai me retornar a ligação? — Sebastião Santos apertou o celular e, de repente, achou que aquele lago artificial à sua frente era um estorvo. Virou-se para olhar Daniel Duarte. — Vai lá, arranja gente para encher esse lago de terra!
Daniel Duarte ficou sem palavras.
— Chefe, não há necessidade disso, não é? — Daniel Duarte não entendia. Estava tudo bem, por que aterrar o lago?


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