Em seu coração, ele também entendia que não adiantaria falar mais nada. Uma vez que Sebastião tomasse uma decisão, ninguém poderia abalá-la.
Até hoje, ele ainda não havia encontrado ninguém capaz de influenciar Sebastião.
— Tudo bem... — Com os assuntos de negócios encerrados, o tio passou a se preocupar com questões pessoais. — Deixando de lado por enquanto se você vai voltar ou não para Porto Real, não acha que deveríamos dar atenção aos seus problemas pessoais? Eu selecionei algumas garotas. Aproveitando que você ainda está em Porto Real, que tal conhecê-las nestes próximos dias?
Ao lado, Daniel Duarte ouvia a conversa entre tio e sobrinho como um mero espectador.
Ao ouvir as palavras do tio, Daniel Duarte imediatamente torceu os lábios.
Esse velho tio, vendo que não conseguiria reter o Chefe diretamente, decidiu usar uma tática de persuasão suave, tentando usar mulheres para fazer com que ele permaneça ali.
Que pena. Essa estratégia já estava condenada a dar errado.
O Chefe não queria voltar para continuar sendo filho de Benedito Santos, ele queria voltar para encontrar a Srta. Almeida!
E, de fato, foi exatamente como Daniel Duarte havia pensado.
Ao ouvir as palavras do tio, Sebastião Santos franziu a testa imediatamente.
— Não é necessário, eu não preciso.
— Mas você... — Vendo que Sebastião recusou de imediato, o tio apressou-se em dizer, ansioso: — A linhagem da família Duarte não pode ser interrompida, você já não é tão jovem. Encontre uma mulher para cuidar de você; casar ou não, não importa, mas você precisa ter um filho primeiro.
— Eu já tenho uma filha. — Para acabar de vez com a ideia do tio de arranjar mulheres para ele, Sebastião Santos falou sem parar para pensar.
— O quê? — O tio levou um susto, completamente incrédulo. — De onde você tirou uma criança?!
— Sim, eu tenho, uma filha, em Alvorada. — Ao lembrar da imagem de Alice segurando Constança enquanto estavam juntos, os lábios de Sebastião Santos curvaram-se involuntariamente.
Antes de sair de Alvorada, ele tinha dado vários presentes para Constança. Ficava se perguntando se a menina tinha gostado.
O tio olhou para os olhos e lábios de Sebastião Santos, que se curvaram naturalmente. Antes, ele não acreditava, achando que Sebastião havia dito aquilo apenas para despistá-lo, mas agora ele acreditou.
— Você... realmente tem uma filha? — Ao dizer isso, a expressão do tio era extremamente complexa. Não se podia dizer que estava muito feliz, nem que estava infeliz; em suma, era complexa.

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