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Nas garras de um CEO arrogante romance Capítulo 4

Laila Fernandes

Chego à residência Watson por volta das oito e meia e após passar pela portaria e me identificar aos seguranças, encontro a Constancy me esperando do lado de fora com uma expressão nada amigável.

Constancy _ Quando você me falou que era de outro país, eu não imaginei que fosse uma imigrante ilegal.

Laila _ A então você já sabe.

Digo com desânimo já prevendo o que vem pela frente, ela vai me mandar embora, é agora que viro uma mendiga.

Constancy _ É claro que sim, você não imaginou que fosse trabalhar para uma das famílias mais ricas e importantes do país e eles não fossem investigar a sua vida, né!

Laila _ Na verdade, eu não pensei que eles checassem esse tipo de coisa, mas tudo bem, eu entendo.

Digo já me virando para ir embora.

Constancy _ Ei, para onde está indo?

Laila _ Embora, agora que vocês já sabem a minha situação no país, é certo que não vão me querer trabalhando aqui.

Respondo tentando controlar o desespero que estou sentindo sabendo que não tenho mais para onde ir.

Constancy _ Eu não disse isso, volte aqui.

Meu coração se enche de esperança, paro de andar e me viro de frente para ela.

Constancy _ Ou você é muito inocente e realmente não sabe muita coisa sobre a família Watson ou na última das hipóteses você é burra mesmo, é claro que eles iam investigar todo o seu histórico desde a infância antes de te colocar perto dos gêmeos.

Laila_ Eu só soube ontem depois que fui embora daqui que eles são donos de uma empresa de aviação é só, sabe, não tenho tempo que ficar lendo revistas de fofoca sobre a alta sociedade de Nova York e nem de lugar nenhum, minha vida anda uma droga e tudo que eu queria era sair do lugar onde estava morando.

Constancy _ É mesmo? E porque?

Ela pergunta realmente interessada não sei se por ver minha expressão de tristeza ou se por ainda estar me avaliando o que sei é que solto tudo em um desabafo.

Laila_ Vim para esse país por insistência da minha melhor amiga, aliás ex melhor amiga, ela me convenceu a vir com ela para cá, e como a minha única tia, a mulher que me criou, havia falecido, eu aceitei vir, pois a Bruna era a única referência de família que tinha me restado. Chegando aqui fomos morar com o namorado dela, um cara com quem ela se relacionou virtualmente por dois anos, acontece que o cara é um imbecil pervertido a sempre que podia estava me assediando, e eu tinha que aguentar tudo calada, pois não tínhamos para onde ir. Quando a Bruna arrumou um emprego as coisas ficaram ainda piores o desgraçado aproveitava a ausência dela para tentar me agarrar usando até mesmo a força, me obrigando a ficar longas horas fora de casa até que a Bruna chegasse, muitas vezes eu ia para a lanchonete onde ela trabalha e ficava lá até dar hora dela ir embora. Minha única saída era arrumar um emprego e poder pagar um aluguel, e quando vi o anúncio que vocês publicaram eu não pensei duas vezes antes de tentar a vaga, afinal eu teria tudo que preciso um bom salário e um lugar para morar, antes de vir para cá contei a Bruna o que o namorado dela vinha fazendo e sabe o que aconteceu?

Constancy_ Ela acreditou nele e disse que nunca mais queria te ver.

Laila _ Como você sabe?

Contancy_ Porque é sempre assim, mas não se preocupe logo ela quebra a cara e vem atrás de você pedir perdão, você tem uma história e tanto aí em.

Laila_ Se tenho, o pior é que agora não posso voltar para o Brasil, porque vendi a minha casinha e pedi demissão do meu emprego para vir para cá, não há mais nada para mim lá.

Constancy _ O que você fazia em seu país?

Laila _ Comecei trabalhando de empregada doméstica e graças a isso paguei o meu curso de inglês, havia acabado que começar a dar aulas de inglês em uma escola quando decidi largar tudo e seguir a Bruna para cá.

Mas vou conviver mesmo com uns vinte funcionários que são, basicamente, as arrumadeiras, o pessoal da cozinha e da lavanderia.

A maioria me pareceu muito legal, mas algumas arrumadeiras olharam para mim com desgosto como se eu tivesse aqui para competir com elas, essa parte ignorei e preferi focar somente nas partes boas.

Agora estou aqui sentada com Constancy saboreando um delicioso almoço enquanto ela me passa um extenso cronograma com todas as atividades e horários da rotina do James e do Jason.

Os dois realmente tem muitos compromissos diários, apesar de terem só três anos eles já estão na escolinha na parte da manhã e a tarde após o almoço a há um compromisso diferente para cada dia.

Na segunda aula de judô, na terça aula de música, na quarta natação, na quinta aula de esgrima e as sextas eles têm terapia com a psicóloga.

Há também os compromissos mensais como consulta com a dentista, oftalmologista e pediatra e eu tenho que acompanhar eles em toda essa agenda, os finais de tarde são dedicados ao lazer, tenho permissão para nadar na piscina com eles, ir às quadras de tênis, basquete, beisebol e futebol americano para eles brincarem, os finais de semana eles podem sair claro com os seguranças nos acompanhando posso levá-los ao Shopping, ao circo, ao cinema e ao parque de diversões.

Isso me deixa aliviada, pois eles terão tempo para ser criança e se divertirem.

Minha folga será sempre aos sábados, posso passar a noite fora desde que esteja aqui no domingo bem cedo.

Constancy_ Alguma dúvida senhorita Fernandes?

Laila _ Sim, será que você e todo mundo aqui podem me chamar apenas de Laila?

Ela me dá um sorriso contido e olha para os outros funcionários que estão almoçando ao nosso lado.

Constancy _ Tudo bem, Laila, seja bem-vinda a equipe de funcionários da residência Watson…

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