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Nas garras de um CEO arrogante romance Capítulo 5

Um mês depois…

Laila Fernandes

Faz um mês que estou trabalhando na residência Watson e felizmente consegui me adaptar sem dificuldade, o James e o Jason me adoram, eles ficaram super felizes quando me viram de volta a sua casa e dessa vez para ficar.

Decorei rapidamente a rotina dos dois e segundo a Senhora Watson tenho feito eles se alimentarem muito melhor agora, visto que antes estava quase impossível fazê-los comer os legumes entre outros alimentos saudáveis, o ruim é que eles só comem devidamente se eu estiver a mesa nas horas das refeições que sempre são em família e isso me deixa meio sem graça, mesmo que seja só o casal de idosos e os gêmeos.

Nos horários livres, nós três nos divertimos horrores, a Constancy vibe dizendo que nessas horas pareço tão criança quanto eles.

Também criei o hábito de ler para os pequenos antes de dormirem e o resultado é que finalmente eles estão dormindo cedo, o senhor Watson ficou admirado com a mudança.

Ele e a esposa também me disseram que nenhuma babá passou mais de três dias trabalhando aqui, pelo que entendi os meninos não aceitavam ninguém, pois foram muito afetados pela perda da mãe, o que é perfeitamente entendível.

Eles não entraram em detalhes e eu também não perguntei, pois era perceptível a dor dos dois só de mencionar a filha falecida.

Já parte dos empregados consegui fazer amizade com a maioria dos funcionários da mansão, cozinheira, jardineiro, seguranças e arrumadeiras todos são legais comigo, só tem uma arrumadeira que parece não ir muito com a minha cara, a Stacy, já a Marina que é a responsável por cuidar da limpeza dos quartos com mais outras duas garotas virou minha amiga de primeira, nas horas vagas nos batemos altos papos, ela me contou que é de Seattle e que veio para Nova York com a sua mãe quando seus pais se separaram.

A mãe dela trabalha em uma confeitaria e elas têm um pequeno apartamento no subúrbio da cidade, como ela diz, é um lugar simples, mas é delas, ela até me convidou para ir lá quando estiver de folga.

O que acho engraçado é que assim que eles ficaram sabendo que sou brasileira não pararam de me perguntar se sei dançar samba, e foi assim que ensinei a eles sobre o Funk, sou carioca, adoro carnaval e um pagodinho, mas me acabo mesmo é no Funk, danço até meus pés pedirem socorro.

A Bruna e eu sempre íamos ao baile e só saímos ao amanhecer, não dávamos mole para ninguém, só estávamos lá para dançar e era isso que a gente fazia.

Lembrar da minha melhor amiga traz lágrimas aos meus olhos e as enxugo rapidamente, um dia ela vai se tocar que eu estava falando a verdade e mandará aquele idiota do Eidhem para o inferno, só espero que esse dia não demore muito a chegar porque sinto muita falta da minha irmã do coração.

Volto a me concentrar no presente, nesse momento estou acompanhando o James, o Jason e a senhora Watson no psicólogo para terapia deles.

Eles entram com a avó e eu fico na sala de espera, pois esse é um momento íntimo da família, o que me dá um tempo para relaxar enquanto espero.

A terapia dura por mais ou menos uma hora e assim que a sessão termina os dois garotos passam correndo pela porta como um foguete e quase me derrubam quando pulam em mim.

Jason_ Lalá, Lalá! Vamos tomar sorvete?

James _ É Lalá, nós fomos bonzinhos e nos comportamos direitinho, podemos tomar sorvete?

Laila _ Se a avó de vocês autorizar podemos passar em uma sorveteria no caminho para casa.

Eles olham ansiosos para a senhora, que retribui o olhar com um sorriso feliz, o que indica que a sessão de terapia foi realmente boa.

Rachel _ Sim! Vamos todos tomar sorvete!

Ela diz animada enquanto saímos do consultório, no caminho paramos em uma grande sorveteria e nosso fim de tarde foi regado de alegria, nos quatro cada uma com uma grande taça de sorvete, após um tempo os gêmeos vão brincar no pequeno play ground que tem no local, como os seguranças estão de olho neles permaneço na mesa tomando o meu sorvete a pedido da senhora Watson que segura a minha mão parecendo emocionada.

Rachel _ Quero te agradecer senhorita Fernandes, você foi como um sopro de vida na nossa casa, em tão pouco tempo meus netos mudaram completamente de atitude, até a psicóloga deles ficou impressionada com a mudança dos meus meninos, eles se abriram mais, conversaram, estão finalmente agindo como crianças normais deixando o passado triste para trás, isso se deve a sua influência na vida dos dois, eles realmente se identificaram com você.

Eu não me contenho e abro um grande sorriso para ela.

Laila _ Não precisa me agradecer senhora Watson, esses dois pequenos me conquistaram a primeira vista, nos realmente nos conectamos talvez pelo fato de eu também ter perdido os meus pais muito cedo, na verdade, eu nem cheguei a conhecer a minha mãe e meu pai morreu quando eu ainda era bem pequena, então eu meio que consigo entender eles.

Capítulo 5 1

Capítulo 5 2

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