Um trovão explodiu na mente de Genebra.
Sua visão escureceu e ela não conseguiu se manter em pé.
Breno segurou o braço dela rapidamente e a fez sentar na cadeira.
Ele não conseguia dizer palavras de conforto.
Só podia ficar ao lado dela em silêncio.
Genebra cobriu o rosto com as mãos e se acalmou.
Seu cérebro esfriou.
Ela era órfã.
Se sua mãe não a tivesse adotado, ela poderia ter tido uma vida muito difícil.
Por isso, quando se casou e Amália a pressionou para ter filhos, dando-lhe aquelas sopas medicinais...
Ela nunca recusou.
Não era apenas para agradar Amália.
Ela também esperava ter um filho adorável com a pessoa que amava.
Assim, as lacunas de sua família original seriam preenchidas.
Mas agora...
— Genebra, seu corpo não pode esperar. Sei que é cruel dizer isso. Mas se sua condição piorar durante a gestação, além de não segurar a criança, você mesma pode...
Breno parou abruptamente o que ia dizer, mas Genebra já tinha entendido.
Ela assentiu.
— Eu entendi. Obrigada, Dr. Paiva. Posso pensar por alguns dias?
Breno concordou.
Não a pressionou.
Qualquer um que enfrentasse algo assim ficaria em conflito.
Ele sentia um desgosto no coração, mas acima de tudo sentia pena de Genebra.
Lembrou a ela:
— Você não quer discutir isso com o Gaspar?
Genebra não tinha contado a Gaspar sobre sua doença.
Agora, mencionar a criança significava dizer que ia abortar.
Ela nem sabia por onde começar.
— Vou pensar.
...
No caminho de volta, ao passar por um shopping, Genebra entrou inexplicavelmente.
Ela estava se sentindo muito mal agora.
Não queria ficar sozinha, com medo de desmoronar.
Caminhando sem rumo, entrou em uma loja de artigos para bebês.
Quando Genebra percebeu, já estava segurando uma roupinha pequena.
O tecido macio na palma da mão parecia uma nuvem.
O coração de Genebra derreteu junto.
Seus olhos esquentaram involuntariamente.

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