Ao pensar nisso, o coração de Genebra doeu como se fosse se despedaçar.
A culpa era toda dela. O que ela esteve insistindo por todos esses anos?
Por um homem que não a amava, ela jogou fora sua dignidade e saúde.
E quase perdeu a mãe.
As lágrimas de Genebra caíam pesadas.
Ela não queria que suas emoções negativas afetassem a mãe, então girou a cadeira de rodas tentando sair.
Mas não tinha forças nas mãos.
O homem percebeu sua estranheza e rapidamente a empurrou para fora.
— Não chore, a mãe está bem. O Tomas vai curá-la. — Gaspar agachou-se na frente dela e, com um lenço de seda, limpou pacientemente as lágrimas no canto dos olhos dela.
O olhar de Genebra vacilou.
Ela sabia que se Gaspar não tivesse mandado o Tomas salvar sua mãe a tempo, quem sabe o que teria acontecido.
Ela levantou os olhos para Gaspar,
— Obrigada.
O homem sorriu levemente,
— Ela também é minha mãe. É o mínimo que eu poderia fazer.
Genebra ficou atônita.
Gaspar sabia que Eliana não gostava dela e, depois do casamento, ele quase nunca voltou à casa da família dela.
Ela também raramente mencionava Eliana na frente de Gaspar.
Justamente para evitar desavenças.
Ouvir Gaspar chamar Eliana de forma tão íntima era a primeira vez.
— A mãe já tem idade e a saúde não é boa. Que tal aposentá-la por invalidez e trazê-la para perto para cuidarmos dela? — Gaspar sugeriu de repente.
Genebra ficou surpresa.
Ela também queria, mas Eliana não gostava de Gaspar e ainda esperava que eles se divorciassem.
Trazê-la para cá para quê? Para brigarem?
Genebra balançou a cabeça,
— Depois vemos isso. Estou cansada, quero voltar para descansar.
— Tudo bem, eu te levo.
Gaspar levou Genebra de volta ao quarto, colocou-a na cama e virou-se para sair.
Genebra fechou os olhos.
Agora ela não tinha o menor interesse no paradeiro de Gaspar.
Mas, um minuto depois, Gaspar voltou, trazendo uma bacia com água e uma toalha.

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