Genebra sentiu-se tocada.
Embora a doação de medula não fosse extremamente perigosa, não era isenta de riscos.
— Sara, obrigada pelo carinho. Vou te dar uma obra de presente. — Genebra pegou seu álbum e deixou a outra escolher. — Claro, se não gostar de nenhuma dessas, posso fazer uma personalizada para você.
Sara não esperava que Genebra fosse tão acessível.
Escolheu feliz e acabou selecionando uma das mais caras.
Foi uma peça que Genebra fez junto com as obras da exposição recente.
Mas como o tema não se encaixava muito bem, embora gostasse, Genebra não a enviou para a exposição.
Guardou-a, planejando vendê-la na loja de Luana.
Numa estimativa conservadora de mercado, poderia valer alguns milhares de reais.
Mas ao ver que Sara gostou, Genebra não hesitou nem um pouco.
— Tudo bem. Me dê seu endereço, vou te enviar assim que voltar.
Sara sorriu muito feliz.
— Obrigada, Srta. Amorim. Eu... posso te chamar de Genebra?
Sara era dois anos mais nova que Genebra.
Parecia robusta, com o rosto corado, exalando saúde.
Genebra olhou para aquela jovem cheia de vida.
Sentiu-se contagiada por aquela emoção.
— Claro que pode.
As duas trocaram contatos e se separaram.
Sara foi até um canto e pegou sua scooter elétrica.
Assim que abriu o cadeado, o celular tocou.
Olhou para a tela e franziu a testa.
— Alô. Sim, já nos vimos. Fiz o que você mandou. Hum, tudo bem. Mas você tem que me pagar metade do valor primeiro. Certo, combinado.
...
No caminho de volta para Solavento, o humor de Genebra finalmente melhorou.
Talvez porque a saúde de Eliana estava boa.
Além disso, ao ver Sara, parecia ter visto a esperança de sua própria sobrevivência.
Sentiu um nó na garganta e seus olhos ficaram quentes.

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