Genebra sentiu um suor frio nas costas.
A mente foi inundada pelo que Gaspar dissera na noite anterior.
Ele faria o Noriel desaparecer.
— Continue procurando, vou pensar em algo.
— Certo, Sra. Amorim.
Genebra saiu do quarto.
Viu que a manta no sofá estava bagunçada.
Gaspar já tinha ido embora sabe-se lá para onde.
Ela ligou para Gaspar, mas ele desligou sem atender.
Genebra teve ainda mais certeza de que era obra dele.
Enquanto caminhava para fora, ligou para Jaime.
— Jaime, onde está o Gaspar?
Jaime respondeu,
— Senhora, o chefe está em reunião, não pode atender agora.
Genebra não acreditou.
Ele só não queria atender a ligação dela.
— Quero vê-lo. Você pode avisá-lo por mim?
Jaime hesitou.
— A reunião de hoje é muito importante. O presidente não sabe quando vai terminar. A senhora pode esperar um pouco?
— Não posso esperar! — Genebra estava desesperada. — Estou indo agora para o Grupo Teixeira, vou esperar ele terminar.
Genebra desligou o telefone.
Pegou um táxi para o Grupo Teixeira.
Ao chegar à porta, a recepção não a deixou entrar.
— Desculpe, senhora, não pode entrar sem hora marcada.
Genebra, ansiosa, ligou para Jaime.
Dessa vez, Jaime nem atendeu.
Genebra tentou entrar direto, mas foi barrada pelos seguranças.
— Senhora, se tentar invadir, chamaremos a polícia.
Nesse momento, Genebra não podia causar confusão.
Se realmente houvesse um escândalo, Gaspar, com raiva, poderia ser ainda mais implacável com Noriel.
Ela respirou fundo e baixou o tom.
— Então vou esperar na porta.
Assim que se virou, viu Débora aproximando-se, vestida com luxo e perfume.
Depois de mais de um mês sem vê-la, o rosto de Débora estava corado e cheio.

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