Gaspar olhou instintivamente e viu Genebra sentada ali, com a mão de um homem segurando seu pulso.
Seu olhar endureceu instantaneamente, e ele empurrou a porta, invadindo o local.
Antes que Genebra pudesse reagir, ele agarrou seu cotovelo e a puxou para perto.
Seu olhar era cortante como uma faca, percorrendo cada centímetro do rosto dela,
— É isso que você diz sobre não ver mais o Noriel?
Não apenas se encontraram, como estavam de mãos dadas.
Genebra riu de raiva,
— Eu não disse que não o veria, disse que não o veria a sós.
— Ah, é mesmo? Sua melhor amiga assistindo vocês dois de mãos dadas, isso é realmente uma ótima amizade. — Gaspar destilou sarcasmo sobre Luana.
Luana já não suportava mais ele,
— Quem é você para controlá-la? E você, é tão limpo assim? Quem é sujo vê sujeira em tudo.
Gaspar, já furioso, ao ouvir a provocação de Luana, olhou para ela com um olhar capaz de matar.
Luana se assustou com a intensidade daquele olhar.
Com pena de Luana e agindo por instinto para impedir Gaspar, Genebra levantou a mão e cobriu os olhos dele.
Ao sentir a palma morna e suave sobre seus olhos, a raiva de Gaspar dissipou-se pela metade.
Vendo que ele não reagia, Genebra sinalizou com o olhar para que Luana e Noriel saíssem rápido.
Luana sabia que não era hora de confrontos, então puxou Noriel para fora.
Noriel olhou para trás repetidas vezes, sentindo um gosto amargo ao ver a intimidade entre Genebra e Gaspar.
O garçom, sem ousar permanecer ali, seguiu os outros e fechou a porta cuidadosamente.
O silêncio tomou conta da sala.
Genebra baixou a mão lentamente, mas Gaspar a interceptou no ar, segurando seu pulso e arrastando-a para o banheiro, onde colocou as mãos dela sob a água corrente, esfregando-as.
Seus olhos transbordavam paranoia.
Ele esfregava com tanta força que a pele de Genebra começou a doer.

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