Genebra não esperava por essa conexão.
Fez uma pausa breve, recolhendo o braço das mãos dela sem demonstrar emoção.
Sua voz soou suave, mas carregada de um distanciamento frio.
— Já que o item foi dado a você, ele é seu. O que você fará com ele é sua liberdade. Não vou interferir, e você não precisa me dar explicações.
Sara, com lágrimas nos cantos dos olhos, olhou para ela, confusa.
Genebra explicou com indiferença,
— O dono da loja viu que era uma peça minha, então perguntou por protocolo. Não tem problema. Se você quiser penhorar, pode continuar com o processo.
— Então você não vai me culpar?
Genebra curvou levemente os lábios e balançou a cabeça negativamente.
Vendo que ela não se opunha, Sara sorriu entre as lágrimas e enxugou o rosto.
— Então vou resolver isso agora. Tchau, Genebra.
Genebra observou as costas de Sara enquanto ela corria apressada para dentro da loja de penhores.
O arco de seu sorriso desmoronou lentamente.
Ela voltou para o carro e enviou uma mensagem para Breno no Whatsapp.
[Dr. Paiva, está ocupado?]
Ele retornou a ligação imediatamente.
— Genebra, o que houve? Está sentindo algum desconforto?
Com a cirurgia se aproximando, Breno temia qualquer problema com a saúde de Genebra.
A fonte de medula óssea era difícil de conseguir.
Se algo desse errado e a cirurgia não pudesse ocorrer, Genebra poderia perder a oportunidade.
Afinal, muitos pacientes estavam na fila de espera.
Genebra sorriu.
— Dr. Paiva, estou bem. Estou seguindo suas ordens, comendo e dormindo direito.

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