Ela não sabia o que Gaspar pretendia ao lhe fazer exames, já que havia roubado sua medula.
De repente, lembrou-se da mensagem de Breno.
Ele disse que Gaspar mandou investigar o prontuário dela, mas Breno já havia apagado os registros a tempo.
Genebra não tinha tempo para pensar nos detalhes agora, apenas obedeceu instintivamente a Breno.
Não podia deixar Gaspar examiná-la.
Aproveitando o momento em que Gaspar se levantou para falar com o médico, ela correu para a janela.
Quando Gaspar percebeu, Genebra já estava com uma perna para o lado de fora.
— Genebra, desça daí! — O rosto de Gaspar ficou branco como papel instantaneamente.
— Não se aproxime! — Gritou Genebra ao vê-lo se mover, inclinando o corpo para fora.
O sangue de Gaspar congelou.
Ele levantou as mãos.
— Tudo bem, eu não vou me aproximar. Acalme-se.
— Eu não vou fazer exame nenhum! Mande eles saírem! — Gritou Genebra, a voz tremendo de raiva. — Todos fora!
Os olhos de Gaspar ficaram vermelhos e sua voz tensa.
— Tudo bem, como você quiser. Eu mando eles saírem.
Ele olhou para as pessoas atrás dele.
Todos estavam assustados e saíram em fila, um pouco lentos devido ao choque.
No quarto, restaram apenas Gaspar e Genebra.
— Você pode descer agora, por favor? — Gaspar não tirava os olhos de Genebra, movendo-se milimetricamente para frente, com medo de estimulá-la.
O olhar de Genebra era de puro gelo.
— Você também. Saia.
Os passos de Gaspar pararam.
— Genebra...
— Saia daqui!
Ela estava extremamente agitada.
Gaspar não ousou avançar mais, apenas tentou persuadi-la.
— Tudo bem, eu saio. Desça primeiro. Assim que eu tiver certeza de que você está segura, eu saio imediatamente, pode ser?
Os cílios de Genebra tremeram e sua atitude amoleceu um pouco.

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