Genebra entrou no escritório de Luana e Noriel levantou-se imediatamente; o canto de sua boca caiu lentamente ao ver Gaspar atrás dela.
Ele deu dois passos à frente, bloqueando Genebra atrás de si, com um tom cheio de raiva.
— Ela não tem nem a liberdade de sair para ver amigos?
O rosto de Gaspar estava frio e imóvel, mas a frase de Noriel o fez lembrar do que Breno dissera antes.
— Gaspar, ela pertence a si mesma, não a ninguém. Você está destinado a perdê-la.
Isso implicava que ele nem sabia o que Genebra queria.
Sua esposa, como ele poderia não saber?
A expressão de Gaspar ficou ainda mais sombria.
Genebra segurou o braço de Noriel.
— Noriel, fui eu quem o chamou. Talvez ele possa ajudar.
Noriel ficou chocado a princípio; queria perguntar a Genebra como ela podia confiar em Gaspar.
Mas agora que Gaspar já estava ali, ele não podia realmente expulsá-lo.
Irritar Gaspar não traria nenhum benefício para Genebra.
Noriel apertou as mãos, mas acabou cedendo.
— Tudo bem, Genebra, como você quiser.
Ele segurou o pulso de Genebra para levá-la para o lado, mas não deu dois passos antes de sentir sua mão vazia.
Gaspar tomou a mão de Genebra e a segurou firme em sua própria palma.
Genebra ficou atônita, sem palavras para o comportamento infantil dos dois, e impiedosamente puxou a mão, caminhando para sentar ao lado de Luana.
Luana assistiu a tudo boquiaberta; onde estava a postura habitual daqueles dois?
O cavalheiro gentil estava totalmente instável, e o que sempre tinha cara de poucos amigos estava agora disputando atenção.
Luana sussurrou no ouvido de Genebra:
— Não se deixe enganar por esse cara.
A aparência de Gaspar já era do tipo que Genebra gostava.
Agora, com essa atitude possessiva e disputada, quem aguentaria?
Ela realmente temia que Genebra caísse no mesmo buraco novamente.

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