Jaime encolheu os ombros e entrou no banco do passageiro.
Sentada no carro, ela fechou os olhos e disse a Jaime:
— Podemos ir? Estou cansada, quero voltar para descansar.
Jaime hesitou.
— Precisamos esperar o Presidente.
Genebra soltou um riso irônico e não disse mais nada.
Essa conversa de levá-la era apenas medo de que ela fugisse novamente.
Dez minutos depois, Gaspar abriu a porta e entrou.
Seus cabelos estavam desgrenhados e úmidos pela neblina da noite de início de inverno.
Apesar da postura nobre, parecia um cão abandonado.
Ao ouvir que ele entrou, Genebra permaneceu imóvel, de olhos fechados.
Gaspar olhou fixamente para ela, sem saber se ela dormia ou fingia.
Ele bateu no banco da frente, e o carro entrou lentamente no fluxo do trânsito.
Assim que o carro parou na garagem do Mirante do Vale, Genebra abriu os olhos abruptamente, empurrou a porta e saiu.
Gaspar ficou atordoado, observando as costas dela desaparecerem no jardim que ele havia construído para ela.
— Sr. Teixeira, eu verifiquei. A senhora parece ter se encontrado com a Selena. Selena se recusa a dizer sobre o que conversaram.
Gaspar desviou o olhar indiferente e bufou friamente.
— Bane a Selena do setor. Entregue os documentos das infrações dela à polícia.
— Sim, senhor. — Jaime respondeu.
Ela já deveria ter sido banida. Mesmo que Selena tivesse habilidades médicas e um currículo impecável, ela não valorizava a vida dos pacientes; só por isso, considerando o temperamento antigo de Gaspar, ela já estaria acabada.
Só não aconteceu por causa de Débora.
Da última vez, Débora tentou suicídio na casa de campo.
Quase cortou os tendões do pulso.
Ao acordar, fez um único pedido: que Gaspar poupasse Selena.
Se não fosse pelo fato de o bebê nascer em três meses e Otoniel estar desaparecido...
Gaspar jamais teria cedido.
Mas Selena não era uma figura importante, ele não se importava; se uma insignificante Selena podia acalmar Débora temporariamente...

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