— Genebra, a mancha na roupa não sai. — Luana já havia tentado de tudo, mas sem sucesso.
Genebra examinou a peça.
Por sorte, a parte manchada ficava na barra da saia.
Ela precisaria usá-la na noite seguinte e não tinha dinheiro para alugar uma nova.
— Tudo bem, vou cortar essa parte e improvisar algo. — Disse Genebra.
Genebra começou a reformar o vestido.
Luana ajudou por um tempo, mas logo começou a bocejar incontrolavelmente.
Nos últimos dias, ela também estava trabalhando muito e sofria com a privação de sono.
— Luana, vá dormir. Falta pouco, eu termino sozinha. — Genebra disse, com o coração apertado ao ver o cansaço da amiga.
— Tudo bem, eu aguento. — Luana bocejou novamente, sendo empurrada por Genebra até a porta do quarto.
— Então tá, termine logo e vá dormir cedo também. — Luana finalmente se recolheu.
Genebra abaixou a cabeça e continuou o trabalho.
Seu pulso latejava de dor ocasionalmente.
Ela colocou uma munhequeira, mas o alívio foi mínimo.
Com muito esforço, ela terminou.
Genebra suspirou aliviada, embora seu pulso estivesse dormente.
Ela sacudiu a mão e levantou o vestido para inspecionar.
Estava aceitável.
Seus pontos eram delicados.
Sem olhar de muito perto, a emenda era imperceptível.
Ela dobrou o vestido cuidadosamente.
Antes que pudesse guardá-lo na sacola, a campainha tocou.
Em seguida, ouviu-se uma batida frenética na porta.
Genebra levou um susto.
Já passava da meia-noite.
Quem estaria esmurrando a porta àquela hora?
Ela caminhou na ponta dos pés até a entrada.
Ao olhar pelo olho mágico digital, congelou instantaneamente.
Gaspar?
— Genebra, eu sei que você está aí. Abra! Ou eu vou derrubar essa porta!
A voz de Gaspar estava carregada de fúria.
Genebra não esperava que ele a encontrasse ali.
Será que algo aconteceu com Débora?

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