Ela deveria ter permanecido sempre vívida e cheia de vida.
Genebra assentiu:
— Se eu morrer, você e Débora poderão finalmente ficar juntos, não é? Não seria melhor se eu me divorciar agora e abrir espaço para vocês? Do que mais você está insatisfeito?
Gaspar apertou o queixo dela,
— Você está com ciúmes?
Genebra riu, incrédula com a lógica dele,
— Só se tem ciúmes de quem se gosta. Por que eu teria?
O rosto de Gaspar escureceu completamente,
— Quando você insistiu em se tornar a Sra. Teixeira, o que foi que você disse? Você disse à vovó que seria a Sra. Teixeira por toda a vida.
Genebra queria dizer que as pessoas mudam.
Mas Gaspar não havia mudado; ele sempre gostou e se importou apenas com Débora.
E o casamento deles foi um erro.
Deveria ser corrigido.
Genebra empurrou Gaspar e tentou contorná-lo para ir embora.
Mas uma força em sua cintura a puxou de volta.
Em seguida, um beijo frenético desabou sobre ela.
— Gaspar, você ficou louco! — Genebra resistiu, com a voz abafada. — Estamos na mansão da família Duarte!
Havia pessoas indo e vindo, poderiam ser vistos a qualquer momento.
Ele podia não ter vergonha, mas Genebra tinha.
O homem parecia estar reprimido há muito tempo, com o corpo todo tenso de excitação.
Débora ainda não estava no período seguro da gravidez, então ele devia estar se contendo há muito tempo.
Mas por que ela deveria ser a ferramenta para o alívio dele?
Ela também era humana, e anos de dor e repressão engoliram Genebra.
Por um instante, ela sentiu que seria melhor se morresse.
Todo esse sofrimento acabaria, ela não precisaria mais ser humilhada, não precisaria mais lutar.
A corda em seu coração se rompeu com um estalo.
A mulher em seus braços de repente amoleceu e desabou.
Gaspar praguejou e a pegou no colo.
No quarto de hóspedes, que era uma suíte, Genebra estava deitada na cama enquanto Tomas a examinava.

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